Prisão mais recente foi na madrugada desta quinta-feira (5) em Alagoas, e na segunda (2) na Paraíba. Grupo aplicava o golpe em diferentes estados
Foto: Prisão aconteceu no Aeroporto de Maceió (AL) nesta madrugada.
Polícia Civil / Divulgação Em menos de uma semana, oito passo-fundenses foram presos por suspeita de aplicar golpe do bilhete premiado. O caso mais recente foi na madrugada desta quinta-feira (5) em Maceió, capital do Alagoas. Na segunda (2), um grupo de quatro pessoas foi detido em João Pessoa, na Paraíba.
No caso de Maceió, a prisão aconteceu no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, enquanto os suspeitos tentavam fugir para São Paulo. Segundo investigação da Polícia Civil, o grupo aplicava o golpe em Alagoas e outros estados brasileiros.
Dos quatro presos na ocasião, um homem e uma mulher usavam nomes e documentos falsos. Além disso, cada um deles tinha dois mandados de prisão em abertos. Além das prisões, foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos.
No caso de João Pessoa, registrado na segunda-feira (2), os quatro suspeitos foram detidos após tentar fugir em alta velocidade pela ciclovia. O grupo, composto por três homens e uma mulher, havia feito vítimas na cidade há cerca de um mês e, novamente, na semana passada.
Na ocasião, a nova vítima era uma mulher de cerca de 60 anos que estava em um carro logo atrás do veículo usado pelos suspeitos. Segundo a polícia, ela seguia para um banco para realizar uma transferência quando foi abordada. A vítima foi encaminhada para a Central de Polícia para prestar depoimento.
A situação segue um modus operandi comum dos criminosos. Segundo a polícia, as vítimas são mulheres idosas abordadas com a promessa de um falso prêmio. Elas são enganadas e fazem repasses financeiros para os criminosos (veja o mecanismo do golpe abaixo).
No fim de janeiro, outro grupo foi preso em flagrante em Goiânia (GO), por manter uma idosa em cárcere privado por seis horas e causar um prejuízo de aproximadamente R$ 35 mil. Assim como os casos de Alagoas e Paraíba, os quatro envolvidos são de Passo Fundo.
Segundo a Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga, os criminosos abordavam pessoas na rua e iniciavam a encenação do golpe. Para receber o suposto benefício, as vítimas são pressionadas a fazer transferências bancárias de grande monta.
Nesses crimes, o modus operandi segue um roteiro “ensaiado” pelos criminosos. O golpe foi noticiado pela primeira vez na imprensa na década de 1930, mas, segundo a polícia, ainda engana muita gente devido à encenação elaborada pelos golpistas. Saiba como funciona a seguir:

(55) 3375-8899, (55) 99118-5145, (55) 99119-9065