Familiares e amigos de Joaquim Damiani dos Santos se reuniram com cartazes próximo ao local do acidente. Investigação depende de perícias para avançar
Foto: Familiares se reuniram próximo ao local do acidente.
José Nelson Santos / Arquivo pessoal Familiares e amigos de Joaquim Damiani dos Santos, 12 anos, realizaram uma mobilização nesta quinta-feira (19) para pedir justiça pela morte do menino. Ele foi vítima de atropelamento na BR-468, em Palmeira das Missões, no dia 11 de fevereiro.
O ato reuniu cerca de 50 pessoas em frente ao pórtico da cidade, próximo ao local do acidente. Os participantes levaram cartazes reivindicando celeridade na investigação.
Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Presidente João Goulart, onde Joaquim estudava, também prestaram homenagens com dizeres e cartazes de saudade.
O tio do menino, José Nelson Santos, afirmou que a família ainda vive em choque e preocupada com o andamento das investigações. Eles pedem que a justiça seja feita e que o autor seja responsabilizado.
— Estamos todos muito tristes desde que tudo aconteceu, mas temos medo que o responsável permaneça solto e que o caso caia no esquecimento. Queremos justiça — disse.
No dia seguinte ao acidente, o condutor que atropelou o menino se apresentou à polícia, acompanhado de um advogado. Ele é natural de Palmeira das Missões e conduzia uma caminhonete Volkswagen Amarok no momento da colisão.
Em depoimento à Polícia Civil, o motorista alegou que tentava ultrapassar um caminhão no momento do batida e que “não percebeu o objeto da colisão”. Ele foi liberado.
A delegada responsável pelo caso, Cristiane Van Riel, informou que as diligências seguem em andamento e que a responsabilização ainda depende de perícias.
— Estamos realizando oitivas de testemunhas e aguardando laudos para entender a dinâmica dos fatos — explicou.

Joaquim Damiani Santos morreu após ser atropelado na BR-468, em Palmeira das Missões, no norte do Rio Grande do Sul. Moradores encontraram o corpo do adolescente por volta das 21h de quarta-feira (11), no quilômetro 1 da rodovia.
A ocorrência foi registrada como homicídio de trânsito. Próximo da vítima, foi encontrada uma bicicleta no acostamento, que pertencia ao adolescente. Segundo a família, Joaquim estava com o pai e saiu para dar uma volta quando foi atropelado à beira da rodovia.
O menino foi descrito pela família e amigos como um aluno dedicado e esforçado, sempre disposto a ajudar os pais e comprometido com o CTG do qual fazia parte. Ele foi sepultado no Cemitério da Esquina Azeredo, em 12 de fevereiro.
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