Taxa anual de desocupação foi de 4,0% no Estado, enquanto o país atingiu 5,6%
Foto: O desempenho coloca o estado entre as 20 unidades da federação que registraram o melhor resultado no mercado de trabalho no período
Foto : Alina Souza / CP Memória O Rio Grande do Sul encerrou 2025 com taxa anual de desocupação de 4,0%, o menor patamar desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.
O desempenho coloca o estado entre as 20 unidades da federação que registraram o melhor resultado no mercado de trabalho no período, em meio a um cenário de recuperação também observado no país.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 20.
Além do RS, outras 19 unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa.
Foram elas: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).
De acordo com dados, a taxa média de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025, com queda de 1,0 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%). No quarto trimestre, o índice recuou para 5,1%, frente a 6,2% no mesmo período do ano anterior.
No Sul do país, o movimento de melhora foi ainda mais consistente. A região fechou o quarto trimestre com taxa de desocupação de 3,1%, abaixo da média nacional.
No caso gaúcho, além da redução no desemprego, houve avanço na formalização do trabalho: 81,5% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada no fim de 2025, um dos maiores percentuais do país — atrás apenas de Santa Catarina (86,3%) e São Paulo (82,2%).
Além disso, a média nacional foi de 74,4% de trabalhadores com vínculo formal no setor privado no mesmo trimestre.
Em contraste, estados das regiões Norte e Nordeste continuaram a registrar taxas mais elevadas de desocupação ao longo do ano, como Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%).
Segundo analistas da pesquisa, a queda do desemprego no país está associada ao dinamismo do mercado de trabalho e ao aumento do rendimento real, mas ainda convive com problemas estruturais, como altos níveis de informalidade e subutilização da força de trabalho em parte do território nacional.
No Brasil, a taxa de informalidade atingiu 38,1% da população ocupada em 2025, com maior incidência em estados do Norte e Nordeste. Já no Sul, indicadores mais baixos refletem maior presença de vínculos formais e ocupações de maior produtividade.
A melhora nas condições do mercado de trabalho também se refletiu na redução do desemprego de longo prazo. No quarto trimestre de 2025, cerca de 1,1 milhão de brasileiros buscavam trabalho há dois anos ou mais — queda de 19,6% em comparação com o mesmo período de 2024.
Os dados integram a pesquisa trimestral realizada em cerca de 211 mil domicílios em todo o país e utilizada como principal instrumento de monitoramento da força de trabalho brasileira.
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