Investigação começou após a morte de um interno em janeiro deste ano. Quatro pessoas já estão presas
Foto: Denunciados seriam responsáveis por castigos físicos, ameaças e dopagem forçada.
Polícia Civil / Divulgação Das sete pessoas denunciadas pelo Ministério Público (MPRS) por homicídio e tortura em uma clínica de reabilitação em Estação, no norte do Estado, três seguem foragidas. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil, Jorge Pierezan.
Quatro acusados já estão presos, sendo dois homens e duas mulheres. Outros três homens ainda não foram localizados.
— A denúncia se refere a sete porque tem outros indivíduos que foram responsabilizados por esses crimes, mas que ainda não foram presos. Estão foragidos — explicou o delegado.
A investigação começou após a morte de um interno na Clínica Reviver em janeiro deste ano. Segundo a denúncia, a vítima foi levada para um dos quartos da instituição e espancada por vários dos acusados.
O homem, identificado como Marcos Bohn Nedel, 45 anos, sofreu múltiplas lesões e morreu em decorrência das agressões no dia 29 de janeiro. O MPRS também apontou outros episódios de tortura contra pacientes em períodos distintos.
Em janeiro, a Polícia Civil de Getúlio Vargas prendeu preventivamente três pessoas — a proprietária da clínica e dois monitores, um deles companheiro da mulher.
— No dia da operação, nós prendemos três pessoas, dois homens e uma mulher. A mulher é proprietária da clínica. Depois, essa mulher saiu em audiência de custódia e colocou tornozeleira eletrônica — detalhou o delegado.
De acordo com o Ministério Público, a mulher era responsável pela administração do centro terapêutico e pela coordenação da rotina da clínica, enquanto a mãe dela atuava como associada e teria participação na incitação que resultou no homicídio.
Os denunciados seriam responsáveis por castigos físicos, ameaças, dopagem forçada, agressões com objetos, disparos de espingarda de pressão, privação de liberdade e outras formas de violência física e psicológica, usadas como punição ou controle dos internos.
A denúncia descreve ainda fraude processual. Parte dos envolvidos teria tentado apagar vestígios do crime por meio da limpeza do local e da destruição de pertences da vítima.
À época, 31 pacientes estavam internados. Parte deles passou por exame de corpo de delito. Três, que estavam em internação compulsória, foram transferidos para outra instituição, enquanto os demais retornaram para casa após serem ouvidos.
Segundo Pierezan, ao concluir o inquérito, a Polícia Civil solicitou novamente a prisão da proprietária do local e também da mãe dela.
— Então estão presas as duas, tanto a que tinha sido presa no dia da operação — que é a proprietária —, a mãe dela e os outros dois que já estavam presos e não saíram — finalizou.
Fonte : GZH
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