Sindicato afirma que aumento da procura pela gasolina é “desnecessário” e tem gerado filas
Foto: Na semana passada, Diesel preço do diesel chegou a superar os R$ 8,00 na Capital
Foto : Alina Souza O Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro), voltou a se manifestar na manhã de segunda-feira sobre o cenário do setor no Estado. Conforme a entidade, revendedores e distribuidoras relatam que o abastecimento de diesel ocorre de forma racionada.
Em nota, o sindicato afirma que a Petrobras não está liberando a quantidade de diesel solicitada pelas companhias. “Como a Petrobras não supre a demanda nacional de combustíveis, de forma integral ― refinarias brasileiras produzem 70% do diesel, outros 30% são importados ―, as distribuidoras precisam adquirir produto de refinarias privadas instaladas no país ou recorrer à importação de combustível já refinado; o que tem ocorrido com preços maiores ao de costume diante da guerra no Irã”, explica.
A entidade reforçou que o período de safra em andamento faz aumentar o consumo de diesel, elevando também a demanda pelo combustível e intensificando a necessidade de abastecimento.
Além disso, outro ponto destacado é o fato de que nos leilões de combustíveis adicionais realizados na semana passada, a tabela de preços da Petrobras não mudou. No entanto, o valor de venda que a petrolífera realizou foi bastante acima da tabela, sendo registrada a prática de ágio, com valores entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro.
“Já no caso da gasolina, tem se verificado um aumento desnecessário da procura pelo combustível, o que tem gerado filas, especialmente em alguns postos do interior do Estado”, completou o Sulpetro.
Em nota, a Petrobras informou que não houve “qualquer alteração em relação às entregas de combustíveis por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado”. A empresa acrescentou ainda que desde “o desinvestimento da BR Distribuidora, concluído em julho de 2021, não atua no setor de distribuição de combustíveis”.
Confira a nota na íntegra
“A Petrobras informa que não houve qualquer alteração em relação às entregas de combustíveis por parte de suas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme o planejado. A companhia esclarece ainda que, desde o desinvestimento da BR Distribuidora, concluído em julho de 2021, não atua no setor de distribuição de combustíveis.
Importante complementar que, de acordo com contrato de licenciamento, firmado no processo de desinvestimento, foi permitido à Vibra Energia usar as marcas Petrobras e BR nos seus postos, caminhões e materiais oficiais. Dessa forma, ainda que sua marca seja exibida pela Vibra, hoje, a Petrobras não possui postos de abastecimento.
O preço de venda da Petrobras para as distribuidoras é apenas um dos fatores que compõem o preço pago pelo consumidor final nos postos. O valor na bomba também é influenciado pelos preços praticados por outros agentes do mercado, e ainda inclui o custo da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina, e de biodiesel ao diesel, além de tributos e de custos e margens de distribuição e revenda, sobre os quais a Petrobras não tem ingerência.
O último aumento de preços da gasolina para distribuidoras ocorreu há 615 dias, em 09 de julho de 2024. Sobre o aumento de diesel, você pode ter mais informações acessando o site da Agência Petrobras.
Mais detalhes sobre a composição do preço final dos combustíveis estão disponíveis na seção “Entenda como são formados os preços” do site. Informações complementares sobre distribuição e revenda também podem ser obtidas com as empresas distribuidoras e suas entidades representativas”.
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