Marina de Almeida Bueno, 40 anos, era passageira do carro que colidiu com um caminhão na tarde de terça-feira (17), em Carazinho
Foto: Marina deixa a filha de sete anos.
Marina de Almeida Bueno / Arquivo Pessoal Marina de Almeida Bueno, 40 anos, estava a caminho do velório do pai em Jaboticaba, no norte do Estado, quando morreu em um acidente na BR-386 em Carazinho. A colisão aconteceu na tarde de terça-feira (17), na altura do quilômetro 67 da rodovia.
Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Marina era passageira de um carro que se envolveu no acidente com um caminhão. A filha dela, de sete anos, e o motorista do automóvel, de 72 anos, ficaram feridos.
A menina segue internada em estado estável no Hospital de Clínicas de Passo Fundo, já o homem está no Hospital de Carazinho, em estado grave. O motorista do caminhão não se feriu.
A viagem tinha como destino a cidade de Jaboticaba, onde Marina participaria do velório do pai, Abrão Vieira Bueno, que morreu em decorrência de um câncer.
— Nem tínhamos enterrado ele e recebemos a notícia da morte dela. Ficamos sem chão, foi a pior coisa que poderia acontecer para a nossa família — comentou Everton Bueno Delgado, sobrinho de Marina.
Moradora de Parobé, no Vale do Paranhana, ela foi sepultada na manhã desta quarta-feira (18) ao lado do pai, no cemitério Linha do Coqueiro, em Jaboticaba.
— Ela tinha a vida dela, tocava um ateliê, produzia enfeites. É algo que ainda não estamos acreditando. Ficamos sem chão — disse Delgado.
Acidentes têm sido registrados frequentemente no trecho em razão de obras de duplicação da rodovia. Na última sexta-feira (13), outra colisão com mortes foi registrado na rodovia.
Segundo dados da PRF, em 2025 mais de cem acidentes graves foram registrados na BR-386. O número é quase 20% maior do que em 2024. O número de mortes também cresceu, passando de 25 para 43.
A duplicação da BR-386 teve início em 2021. A projeção é de que, até 2033, 131 quilômetros sejam duplicados entre Lajeado e Carazinho. A obra toda está orçada em R$ 990 milhões, com recursos da concessionária CCR Viasul, que administra a rodovia.
Fonte : GZH
Foto : Marina de Almeida Bueno / Arquivo Pessoal
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