Caso já tem ao menos cinco ocorrências registradas; oito estudantes foram suspensos pela instituição
Foto: Ao menos cinco denúncias foram registradas até a tarde desta terça-feira.
Igor Islabão / Grupo RBS A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Pelotas vai ouvir os adolescentes apontados como responsáveis por criar e divulgar uma lista com termos depreciativos e de cunho sexual sobre cerca de 30 alunas do campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul).
Segundo a delegada Lisiane Mattarredona, ao menos cinco boletins de ocorrência já haviam sido registrados até a tarde desta terça-feira (24). Os envolvidos, que têm entre 15 e 16 anos de idade, devem responder por ato infracional.
— Em seguida vamos ouvir esses jovens, na presença dos seus responsáveis (…) Esses adolescentes respondem por ato infracional, não crime, por isso respondem a um procedimento específico — explica.
Após a conclusão da investigação, o caso será encaminhado ao Ministério Público.
Também nesta terça-feira (24), o IFSul confirmou a suspensão de oito alunos apontados como responsáveis pela criação do material, que classificava meninas menores de idade com base em critérios de teor sexual.
Segundo a instituição, as alunas envolvidas já receberam acolhimento inicial e devem passar por atendimento com psicólogos e assistentes sociais nos próximos dias.
O Instituto também prepara ações pedagógicas de conscientização, destacando o caráter educativo das medidas adotadas.
A lista começou a circular entre estudantes no sábado (21). A Reitoria do IFSul tomou conhecimento da situação no domingo (22), quando passou a adotar as primeiras medidas para apurar o caso e conter a disseminação do material.
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