Petista havia retirado sua pré-candidatura no último dia 9. A aliança entre PT e PDT foi imposta pelas executivas nacionais dos dois partidos, por conta do acordo em torno da pré-candidatura à reeleição do presidente Lula
Foto: Edegar Pretto cedeu a cabeça de chapa para Juliana Brizola.
Camila Hermes / Agencia RBS Edegar Pretto (PT) anunciou, nesta quinta-feira (16), que vai concorrer como vice na chapa da pedetista Juliana Brizola ao governo do RS nas eleições deste ano. Pretto acolheu o pedido do presidente Lula, que no começo da semana esteve reunido com o petista em Brasília. A decisão foi tomada na noite de quarta-feira.
Em carta aberta aos militantes do Partido dos Trabalhadores (leia abaixo na íntegra), Pretto aponta que aceita a tarefa sem abrir mão das suas convicções e registra a necessidade de a chapa fazer uma defesa clara da reeleição do presidente Lula e de apresentar um novo projeto para o Rio Grande do Sul.
“Depois de inúmeras conversas com lideranças partidárias, bancadas estadual e federal, organizações populares, com as nossas referências do PT gaúcho — Olívio, Raul e Tarso — e, mais recentemente, a partir da orientação do Diretório Estadual do PT do Rio Grande do Sul, do pedido do presidente Lula e do nosso presidente nacional, Edinho Silva, em Brasília, bem como dos partidos que compõem a nossa frente política, aceito a tarefa de ser candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul, na chapa com a candidata Juliana Brizola”.
Edegar Pretto, que na eleição de 2022 ficou em terceiro lugar, anunciou na semana passada a desistência de sua pré-candidatura para apoiar Juliana Brizola (PDT) na disputa ao Palácio Piratini, seguindo definição da executiva nacional do PT. A decisão foi informada após reunião com lideranças políticas na sede do PSB estadual, em Porto Alegre.
Depois de duas horas e meia de debates acalorados, que entraram noite adentro na terça-feira (13), o diretório estadual do PT aprovou uma resolução política de 21 pontos sobre a aliança com o PDT, imposta pela direção nacional. O texto cita o cenário global, marcado “por uma preocupante ascensão de movimentos de extrema-direita e tendências neofascistas, xenofóbicas e pela violência do imperialismo” para defender a prioridade à reeleição do presidente Lula.
Os petistas se comprometem a trabalhar pela candidatura de Juliana Brizola, mas pedem em contrapartida que o PDT assuma as bandeiras do governo Lula e as defendidas na pré-campanha por Edegar Pretto, escolhido pelo diretório estadual para ser o interlocutor do partido nas conversas com o PDT.
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