PM está preso desde 10 de fevereiro. Outras duas pessoas vão responder por fraude processual e uma terceira por falso testemunho
Foto: Cristiano Domingues se manteve em silêncio durante depoimentos.
Renan Mattos / Agencia RBS O policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, foi indiciado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (17) por feminicídio, duplo homicídio e ocultação de cadáver, no caso envolvendo a família Aguiar. Ele responde pelas mortes da ex-mulher, Silvana Aguiar, 48, e dos ex-sogros, Dalmira German Aguiar, 70, e Isail Aguiar, 69.
As informações foram divulgadas pela Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (17), durante coletiva de imprensa. Os investigadores mostraram a cronologia dos fatos, fotos e vídeos, além de provas periciais que subsidiam o indiciamento do policial.
Cristiano está preso desde 10 de fevereiro. Nas três vezes que foi intimado para prestar depoimento à polícia, manteve-se em silêncio. Laudos periciais e checagens com antenas de telefonia e georreferenciamento provaram que Cristiano esteve com o celular da ex-companheira depois de 24 de janeiro, quando ela foi vista pela última vez.
Ficou comprovado para a polícia que o telefone dela estava com o policial nos dias 26 e 27 de janeiro, inclusive enquanto ele estava de serviço. O sinal do aparelho marcou a localização em frente a 3ª Companhia do 15° Batalhão da BM, em Canoas. A polícia também confirmou que o falso post em uma rede social de Silvana, onde ela relatava ter sofrido um acidente, foi feito pelo próprio suspeito.
A esposa de Cristiano, Milena Ruppenthal Domingues, e o irmão dele, Wagner Domingues Francisco, foram indiciados por fraude processual. Milena é formada em Gestão da Tecnologia de Informação (TI) e casada com Cristiano desde 2022. Wagner é empresário.
Segundo a polícia, os dois tentaram atrapalhar as investigações. Ela supostamente teria apagado dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem (espaço de armazenamento online). Ele teria deletado imagens de câmeras da casa onde moram Cristiano e a mãe dele.
Já um amigo de Cristiano e Milena, Paulo da Silva, que teria mentido em depoimento para dar falsos álibis foi indiciado por falso testemunho.
As amostras de sangue encontradas na casa de Silvana eram dela e do pai. O material genético foi coletado na residência durante a investigação.
No dia 20 de fevereiro, a polícia divulgou que o sangue encontrado na pia do banheiro pertencia a uma pessoa do sexo feminino, enquanto o material localizado na área de serviço pertencia a uma pessoa do sexo masculino. A reportagem de Zero Hora apurou que testes relacionaram as amostras a Silvana e Isail, respectivamente.
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