Direção reconheceu erros da parada do ano passado e fará mudanças para o segundo semestre
Foto: Fabinho Soldado (D) e Pezzolano (E) terão trabalho na pausa
Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação É bom que o torcedor se acostume. Junho e julho serão uma espécie de descanso dos times, para o bem e para o mal. É bom também que os dirigentes se acostumem. Esses dois meses serão, cada vez mais, períodos de trabalho, preparação, correções de rota, análise de mercado e recomeços. No caso do Inter, com lições claras de 2025 que não podem ser repetidas agora.
A principal, e mais difícil delas, segundo pessoas que enfrentam essas pausas, é fazer os diagnósticos corretos do grupo e do contexto do time. Esse foi o grande erro da última temporada, reconhecido inclusive pelo Inter.
O clube entendia que tinha qualidade suficiente para enfrentar a Libertadores (contra o Flamengo), a sequência da Copa do Brasil e o Brasileirão. Ter iniciado a folga dentro do Z-4 não colocava medo. Era entendido como circunstancial daquelas 12 rodadas, e que o time sairia de lá sem sofrer. De fato a equipe saiu logo no retorno, emendou três vitórias seguidas, mas, nas palavras de uma pessoa consultada pela reportagem:
— Era nítido que não tinha mais padrão e que Roger Machado não conseguia mais extrair o melhor dos jogadores.
Essa é uma diferença para a atual temporada. Seis rodadas a mais já foram disputadas em 2025, há menos tempo para recuperação. Por isso, não se pode perder tempo.
É necessário ter coragem para fazer os movimentos que julgarem necessários. Isso envolve, principalmente, saídas e chegadas de jogadores. Ninguém cita nomes, mas entende-se que ofertas por jogadores com salários maiores, como Borré e Alan Patrick, devem ser avaliadas e, se for o caso, aceitas. Desde que se obtenha reposição à altura. É importante abrir espaço nos cofres, mas não perder qualidade. Por isso, executivos entram em cena para vasculhar o mercado em busca de oportunidades.
Mesmo que tenha 14º lugar em folha salarial na Série A, o Inter é cobrado por resultados, especialmente pelo acumulado do período sem títulos relevantes. O baixo investimento, na comparação com os outros adversários, deixa em desvantagem.
— Sabemos que tem essa diferença enorme de orçamento. Não sei se os torcedores entendem ou se sabem dessa diferença. Podemos ser mais criativos, é o nosso trabalho. Estamos conversando para fazer algumas ações e continuarmos competitivos — disse o executivo Fabinho Soldado após o jogo contra o Bragantino.
Algumas mudanças estruturais também são necessárias. E algumas até já foram feitas, como a troca na preparação de goleiros, com as saídas de Leonardo Martins e Donizete. Por mais que algumas pessoas entendam que eles não eram o único problema da má fase de Anthoni e Rochet, essas trocas deixam uma mensagem de que mesmo funcionários antigos, com história no clube, podem ser substituídos.
As férias são dos jogadores, mas para dirigentes e até comissão técnica, nada de interrupção.
— Vou para o sexto mês, então quero continuar me dedicando ao máximo. Vou estar aqui trabalhando, alinhado com toda a diretoria – finalizou Fabinho Soldado.
O reinício dos trabalhos está marcado para 22 de junho, uma segunda-feira.
Fonte : GZH
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