Abate de gado caiu 16,5% durante o ano passado - Agora Já -

Abate de gado caiu 16,5% durante o ano passado



Carta Conjuntural do NESPro mostra que houve retenção de vacas para ampliar a oferta de terneiros, que mantiveram suas cotações em alta

Foto: FERNANDO DIAS
19 de janeiro de 2022

Os frigoríficos do Rio Grande do Sul abateram 1,78 milhão de cabeças de gado de corte em 2021, total que representa uma queda de 16,5% ante o número final de 2020, que foi de 2,12 milhões. É o que revela a Carta Conjuntural NESpro Bovinocultura de Corte do RS, divulgada pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo o levantamento, entre outubro e dezembro do ano passado a queda nos abates foi de 21,1%, fechando em 487,9 mil cabeças, contra 618,1 mil no mesmo período de 2020. A principal explicação para o recuo é a mudança no perfil das categorias que estão sendo enviadas para os frigoríficos, com menor número de vacas. A retenção de fêmeas é resultado da valorização dos terneiros, o que estimulou o produtor a colocar mais delas em cria. O processo já havia se iniciado em 2020, e, segundo o relatório, mostrou resultados em 2021, com o nascimento de 320 mil terneiros a mais que no ano anterior. Com isso, o rebanho bovino de corte teve um discreto crescimento, de 0,4%, subindo de 10,91 milhões para 10,95 milhões de cabeças.

O professor Júlio Barcellos, coordenador do NESPro, esclarece que o preço do quilo vivo do terneiro foi o que mais se valorizou em 2021, iniciando o ano em R$ 11,95 e terminando em R$ 12,68. Em julho, o quilo do terneiro chegou a R$ 15,75. “No segundo semestre, entretanto, com o bloqueio das exportações para a China, o preço caiu, mas ainda assim ficou acima do praticado para o boi, que iniciou o ano na casa dos R$ 10,00 e terminou em R$ 11,06”, comenta Barcellos. Esse comportamento, diz o coordenador do NESPro, ocorreu em razão da entrada de carne bovina de outros Estados no Rio Grande do Sul a um preço mais barato que o da carne gaúcha.

A Carta Conjuntural do NESPro também aponta queda de 15% no valor das exportações de carne do Estado, que fechou em 175 milhões de dólares. Já a exportação de gado vivo, que em 2020 tinha sido de 116,7 mil cabeças, caiu para 11,4 mil em 2021. “É importante destacar que o Rio Grande do Sul não é um estado exportador de carne e que 95% da carne produzida aqui fica no nosso mercado”, completa Barcellos.

 

 

*Fonte: Correio do Povo


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