A alta dos combustíveis (final) - Agora Já -

A alta dos combustíveis (final)

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2 de março de 2018

A política de reajustes da Petrobrás, ou melhor do Governo Ilegítimo, que no exterior é conhecido como MiShell Temer, dado o envolvido com negócios espúrios da empresa, tem causado aumento no preço da gasolina e confusão no mercado por conta dos reajustes quase que diários. A prática tem sido alvo de críticas que infelizmente, por parte de muitos consumidores e membros da indústria de forma quase “veladas”, se comparadas aos escândalos que alguns reajustes provocaram quando o governo era do PT. Mas, entre os que têm se manifestado, procuro a coerência como é o caso do Conselheiro da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Ricardo Maranhão.

Antes de dar uma pausa no assunto (devo retornar em outro momento), vamos a algumas das colocações de Maranhão que vão ao encontro do que temos visto e que, embora seja de relativa facilidade de entendimento, infelizmente de difícil aceitação pelas pessoas. Na verdade, as pessoas não querem aceitar o fato de que temos sido entreguistas, especialmente, porque por mais paradoxal que seja, entregar riquezas aos estrangeiros, há, hoje na classe média, uma válvula de escape para a atitude que é até um certo “alivio” de consciências, que é o tal “combate a corrupção”.

Voltando ao tema, Maranhão afirma que se os preços se tornam internacionais e se elevam, é a economia do País que sai perdendo. “Somos grandes produtores de petróleo e temos condição de ter uma energia mais barata para aumentar a competitividade da economia brasileira. Não tem sentido ter uma política de preços uniforme para o mundo todo sem respeitar a peculiaridade de cada país”, explica.

O engenheiro diz também que a paridade com o mercado internacional está abrindo a possibilidade para que importadores e refinadores estrangeiros vendam gasolina e diesel em nosso País. “E quando traz esse produto do exterior, a Petrobrás não refina, porque não consegue revender”, acrescenta. Com a falta de investimentos no setor de refino, as consequências para o Brasil são graves. “É um modelo colonialista”, afirma categoricamente. “Seremos um grande produtor de petróleo cru sem valor agregado e, ao mesmo tempo, um grande importador de derivados”, concluiu.

Meu interlúdio começa reafirmando o que disse na última oportunidade. Shell, Exxon, BP, Statoil são entre outras, empresas que patrocinam eventos do Lavajateiros. Todas elas foram beneficiadas pelo governo Temer (amigo de Moro) e levaram todo o petróleo do pré-sal por um preço 300 vezes mais barato que o valor de mercado. Falando em perdas, as “décadas perdidas” (foram três) começaram em meados dos anos de 1970 com as duas crises do Petróleo no governo dos milicos e chegaram até o fim do segundo mandato de FHC. Assunto para a próxima.

 

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
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Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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