Rapaz, namorado, PM e atual esposa se encontraram na data do sumiço
Foto: Amigo do PM Cristiano Domingues Francisco esteve na 2ª DP de Cachoeirinha após buscas
Foto : Marcel Horowitz / CP Um amigo do policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, suspeito do sumiço da ex-esposa Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail e Dalmira Aguiar, 69 e 70 anos, em Cachoeirinha, foi alvo da Polícia Civil nesta quinta-feira. Por volta das 6h15min, agentes fizeram buscas na casa dele em Viamão, apreendendo celular e eletrônicos. Ele ainda prestou depoimento na 2ª DP de Cachoeirinha.
Esse homem e seu namorado, ambos com idades entre 20 e 30 anos, conheceram o PM a partir da atual companheira dele, Milena Ruppenthal Domingues. Segundo apuração policial, os casais estiveram juntos entre os dias 24 e 25 de janeiro, quando a família Aguiar desapareceu.
Milena, Cristiano e os rapazes se encontraram no Stop Food Park de Cachoeirinha, por volta das 20h30min, em 24 de janeiro. O filho de nove anos do PM, fruto do relacionamento com Silvana, os acompanhava. Ainda na data, pai e filho seguiram para o churrasco de aniversário de um conhecido. Milena e os amigos resolveram continuar a noite em um pub.
Cristiano e seu filho chegaram em casa na madrugada de 25 de janeiro. A criança estava em posse de um videogame, sendo o aparelho emprestado pelo mesmo homem que foi alvo de buscas no início desta manhã.
O moço foi liberado após prestar depoimento. Ele e seu companheiro, assim como Milena, enfatizam não ter qualquer participação no desaparecimento das vítimas. Cristiano Domingues, que segue preso temporariamente, também nega envolvimento no caso.
A defesa de Milena Ruppenthal Domingues não quis fazer manifestações. O espaço permanece aberto.
Vale destacar que, em 20 de fevereiro, Suelén Lautenschleger disse à reportagem do Correio do Povo que sua cliente jamais cometeu crimes e que entregou senhas de celular e notebooks à Polícia Civil, cooperando na elucidação dos fatos. Ela é considerada testemunha.
A defesa de Cristiano Domingues Francisco também declinou comentários, apontando que a última nota divulgada ainda vale como manifestação:
A defesa de Cristiano reafirma seu extenso e detalhado depoimento, prestado a autoridade policial ainda como testemunha e desacompanhado de defensor, no sentido de que é absolutamente inocente. A aproximação com o imóvel de Silvana, foi por solicitação dos pais, bem como, na busca de roupas e objetos pessoais do filho, que estava em sua residência para passar apenas o final de semana, ainda, para alimentar animais de estimação do filho, tudo com conhecimento da Polícia Civil.
Pende a investigação de laudos e respostas de extração de dados, intimação de testemunhas indicadas e outros procedimentos, o que efetivamente prejudica uma manifestação mais criteriosa, o que ocorrerá oportunamente. Obviamente, Cristiano não poderia ter ficado totalmente ausente de todo o contexto, já que possui com Silvana um filho de nove anos de idade, que agora além de afastado da mãe e dos avós maternos, está sem qualquer contato com seu pai desde o dia 10 do corrente mês.
Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro. Na data, câmeras de segurança registraram duas entradas de um Volkswagen Fox vermelho no imóvel dela. Os registros mostram a chegada desse carro no portão, pelas 20h35min, com saída ocorrendo depois de aproximadamente oito minutos.
É possível ver na filmagem que, por volta das 21h28min, o carro branco de Silvana chega na casa, não saindo mais da garagem. Após, próximo às 23h30min, o tal Fox volta para a residência, onde fica por pouco mais de dez minutos, antes de deixar o local novamente. A 2ª DP de Cachoeirinha, à frente dos trabalhos, apura a identificação da placa desse automóvel, suspeitando de possível clonagem.
Na mesma data, um texto em nome de Silvana foi publicado nas redes sociais, relatando suposto acidente de trânsito que ela teria sofrido enquanto voltava de Gramado, na Serra gaúcha. A investigação aponta que tal colisão jamais aconteceu.
Isail e Dalmira desapareceram em 25 de janeiro, um dia depois da filha. Eles teriam sido alertados por vizinhos sobre a postagem do acidente. Ao tentarem registrar boletim de ocorrência, encontraram a DP fechada, decidindo então pedir ajuda ao ex-genro, por ele ser PM. Horas depois, foram vistos pela última vez, entrando em um veículo desconhecido.
Cristiano Domingues Francisco está recolhido no Batalhão de Policia de Guarda da Brigada Militar, em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. A 2ª DP de Cachoeirinha, à frente dos trabalhos, deve tentar a renovação judicial da prisão temporária do suspeito até a terça-feira da semana que vem, quando terá fim o prazo de 30 dias da primeira determinação judicial.
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