Ano novo, vida nova? - Agora Já -

Ano novo, vida nova?

15 de dezembro de 2017

É tempo de festas de final de ano. Natal, ano novo, festas de confraternização, amigos secretos e tantas outras festividades. Todas as culturas celebram de algum modo a passagem de um ano para outro, preservando rituais e símbolos associados, cada um com suas formas próprias de encerrar e começar ciclos.

Esse período desperta nas pessoas diversos sentimentos. Algumas adoram, já outras parecem repudiar. A sensação de estar continuamente iniciando e terminando é intrínseco ao ser humano. Portanto é natural que cada um vivencie as passagens de acordo com a sua história pessoal.

A grande maioria de nós é tomada por um sentimento de novidade e vigor que faz, por algum tempo, acreditar que, efetivamente, as coisas no ano que se inicia serão diferentes do passado recente e que, “desta vez as coisas vão dar certo”. De fato, parece haver um aumento da força de nossa disposição interna.

A chegada do final do ano nos convida a refletir sobre o período que se passou e o que está por vir. Refletir é sempre importante, pois possibilita que o indivíduo se reorganize, busque um maior equilíbrio. No entanto, algumas pessoas deixam para repensar a própria vida e avaliar os pontos que deseja mudar somente neste período do ano. Seria importante que este processo de reflexão acontecesse no decorrer do ano também.

Pode-se dizer, igualmente, que existe uma pressão social para que tudo esteja bem e para que tudo pareça feliz em nossa sociedade, principalmente nesta época. Algumas pessoas sentem esta pressão de um modo muito forte, vivenciando este período com muita angustia e ansiedade. Para as pessoas que estão sentindo-se angustiadas com o ano que inicia sugere-se que façam planos, mas sem tantas cobranças. Podemos pensar que se não concretizamos determinados planos, talvez não estivéssemos realmente preparados ou desperdiçamos algumas oportunidades. O que não impede que possamos a partir de hoje fazer diferente. Fazer planos é sim muito saudável. Ficar na mesma situação do ano anterior pode trazer sentimentos de estar “parado no tempo”. Por isso, os planos servem para nos mover e não causar sofrimento.

Assim, as pessoas que estão ansiosas ou angustiadas com o final de ano devem buscar canalizar de forma positiva para que se reveja o que está acontecendo, fazendo um “balanço” de como está a vida. Nesse clima, é natural que as nossas percepções nem sempre sejam as mais acuradas, e assim, o que deixamos em evidência é o que não conseguimos concretizar, ou seja, a falta e o vazio dos projetos desprezados, não iniciados ou simplesmente que não deram certo. Não são raras as vezes que nos esquecemos e deixamos de valorizar todas as pequenas conquistas, alegrias e, por que não, tristezas, que fizeram parte do nosso ano e que, em sua maioria, provocaram mudanças significativas.

Os planos para o ano que inicia normalmente englobam a vida afetiva, vida profissional e a relação consigo mesmo. Nesta época normalmente nos perguntamos: Estou satisfeito com meus relacionamentos pessoais?; As pessoas com quem convivo me fazem bem?; Sinto-me reconhecido e valorizado no meu trabalho?; Minha remuneração está suprindo minhas necessidades?; Estou satisfeito com a pessoa que sou? Quais são minhas maiores virtudes? Quais são os defeitos que preciso superar? Questionamentos permitem que a pessoa reflita sobre seus hábitos e se esforce para alterar as atitudes que lhe têm trazido sofrimento, para além de desejar é preciso que se busque de fato as transformações almejadas.

Reconhecer a necessidade de mudança e acreditar na capacidade de alcançá-la é um grande passo. Mas, precisamos começar. Quando? Agora! Neste exato momento e

não procrastinar para adiante, se não começamos a mudança hoje provavelmente, passada a euforia das festas tudo continuará igual.

Então, que tal terminarmos 2017 com sentimento de gratidão e já colocando alguma mudança em prática? Comece hoje a enterrar velhos hábitos de pensar, de sentir e agir, aliado à vontade de estabelecer novos objetivos fresquinhos!

Fica a reflexão para que o ano novo possa, verdadeiramente, habilitá-lo (a) em busca de novas ações e, só assim será de fato: Ano novo, vida nova!

 

Ciana Dill

Psicóloga de crianças, adolescentes e adultos
Especialista em problemas do desenvolvimento na infância e adolescência | Formação em processos do luto e da perda
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