BM procura sete presos que fugiram de penitenciária em Venâncio Aires - Agora Já -

BM procura sete presos que fugiram de penitenciária em Venâncio Aires



Em julho, oito detentos tinham escapado do local, também ao serrar as barras de ferro de uma cela

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29 de outubro de 2017

Em pouco mais de três meses, 15 presos escaparam da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo. A última fuga ocorreu na madrugada deste sábado (28), quando sete detentos fugiram de uma das celas do presídio. A Brigada Militar continua as buscas aos foragidos. Entre os que escaparam, dois tinham sido capturados há cerca de um ano por suspeita de envolvimento em uma série de assaltos, inclusive a agências bancárias da região. Nesta segunda-feira (30), a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) realizará uma reunião para debater medidas de segurança.

 

 

A fuga dos sete presos que estavam na mesma cela foi percebida por volta das 7h de sábado, no momento em que foi realizada a conferência dos detentos. Segundo a polícia, os foragidos são Arlei da Silva, 41 anos, natural de Boqueirão do Leão, Maicon Ricardo da Silveira Soares, 26 anos, Cristiano Soares dos Santos, 22 anos, ambos de Alvorada, Maicon Medeiros da Rosa, 24 anos, de Santa Catarina, Bruno Maycon Ferreira da Costa, 21 anos, Vagner da Silveira Figueiredo, 29 anos e João Pedro da Silva Trindade, 20 anos — os três últimos de Porto Alegre.

 

 

Segundo o delegado penitenciário regional, Bruno Pereira, a Corregedoria da Susepe averigua como se deu a fuga. Até o momento, a informação é que os presos serraram as grades da cela 1 da galeria B, pularam para a parte externa da cadeia e fugiram por um buraco na tela. O presídio conta com quatro guaritas, mas somente em duas permanece um policial militar de vigia. O delegado reconhece que a segurança da penitenciária é fragilizada ainda pela falta de muro.

 

 

— Duas guaritas ficam desguarnecidas, e os presos sabem disso. Existe só uma tela que protege a parte da fora, eles cortaram a tela e foram embora. Vamos nos reunir pra ver o que é possível fazer para melhorar a segurança.

 

 

A fuga, conforme o delegado, ocorreu em uma galeria diferente daquela da qual escaparam oito presos no fim de julho. Ele acredita que o material usado para serrar as grades tenha sido arremessado da parte externa. Conforme Pereira, na madrugada da fuga, havia agentes suficientes na casa prisional para fazer a segurança.

 

 

— Fazemos todo dia a revista estrutural. Mas, infelizmente, não foi encontrado esse material. Vai ser tudo averiguado pela Corregedoria.

 

 

Suspeita de resgate

 

 

Arlei da Silva, 41 anos, e Maicon Medeiros da Rosa, 24 anos, tinham sido presos em setembro do ano passado em uma ação da Polícia Civil, com participação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Eles foram capturados em Vila Mariante, em uma propriedade onde se escondiam. Os dois foram apontados como autores de uma série de roubos realizados na região.

 

 

Comandante da Brigada Militar em Venâncio Aires, a capitã Michele Vargas acredita que os presos podem ter sido resgatados na RSC-287, que fica próxima à penitenciária. Segundo a policial, ao entardecer de sábado, a BM recebeu algumas informações do possível paradeiro dos foragidos, mas não se confirmou. Eles teriam escapado em direção a área do antigo Instituto Penal de Mariante, já que havia rastros naquela direção. Quem tiver informações que possam auxiliar a localizar os foragidos deve entrar em contato com a BM pelo 190.

 

 

“Temos que ficar atentos à onda de assaltos”, diz Ministério Público

 

 

Dos oito presos que escaparam em julho, cinco foram recapturados e dois permanecem foragidos. Um deles foi morto em confronto com a Brigada Militar, no início do mês, após matar o cunhado em Santa Cruz do Sul. As duas fugas, em um curto período, preocupam o promotor Pedro Rui da Fontoura Porto, de Venâncio Aires.

 

 

— A penitenciária ficou dois anos sem fugas. Repentinamente, ocorrem duas fugas com 15 presos. A administração da Susepe precisa averiguar isso. Deve ser investigada a atuação dos servidores, no mínimo por negligência.

 

 

A periculosidade dos detentos que escaparam também alerta o Ministério Público.

 

— Cada vez que esses presos fogem, eles geralmente fazem uma série de assaltos na região, até porque sabem que serão presos novamente.  Temos que ficar atentos à onda de assaltos.

 

Fonte: Paulo Marques Notícias – Fotos: Divulgação Brigada Militar


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