Anja recebeu próteses ortopédicas e já deu os primeiros passos após o procedimento. Crime de maus-tratos aconteceu em julho de 2025, no município de Caseiros
Foto: Anja recebeu próteses em cirurgia realizada no dia 05 de março.
ONG Protetores Caseiros / Reprodução A cadela que teve as patas cortadas pelo antigo tutor em Caseiros, em julho do ano passado, se recupera de um procedimento para voltar a andar. Anja passou por cirurgia para colocação de próteses ortopédicas no início deste mês.
O tratamento médico é realizado em Ibiraiaras, no norte do RS. Os responsáveis pelo procedimento foram os veterinários Ítallo Freitas e Fillipe Michel.
— A princípio, o procedimento ocorreu do jeito que a gente esperava e foi um sucesso. Agora, a Anjinha vai se recuperar — relatou Michel.
As novas patas de Anja são fundamentais para devolver a qualidade de vida, por permitem o movimento sem dor. Antes da cirurgia, conforme os veterinários, ela sentia desconforto ao encostar no chão, o que a impedia de se locomover.
Anja teve as patas dianteiras e uma traseira decepadas pelo tutor de 63 anos no dia 19 de julho do ano passado. Ele permanece preso pelo crime de maus-tratos.
Desde então, a cadela está sob os cuidados do grupo Protetores Caseiros. Com a repercussão do caso, a comunidade realizou doações para a recuperação de Anja.
— Graças às doações recebidas de pessoas sensibilizadas com a história da Anja, foi possível custear a confecção e a colocação das próteses. Esse foi um passo extremamente importante em sua recuperação — ressaltou a voluntária Géssica Stouqueiro.
De acordo com a ONG, no dia seguinte à cirurgia, a cadela conseguiu se levantar e dar os primeiros passos. Agora, Anja passará por um longo processo de reabilitação, com acompanhamento veterinário contínuo, medicação analgésica e sessões de fisioterapia.
— A história da Anja mostra o quanto a crueldade pode marcar a vida de um animal, mas também evidencia a força da solidariedade e do trabalho de quem se dedica a resgatar e lutar por eles. O caso mobilizou profissionais, especialistas e muitas pessoas que acreditam que os animais merecem dignidade e uma chance de viver sem sofrimento — disse a voluntária.

A Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998) prevê detenção e multa para abusos, ferimentos ou mutilações. Desde 2020, contudo, casos envolvendo cães e gatos passaram a prever reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda.
A pena pode ser aumentada de um sexto a um terço quando o crime resulta na morte do animal, reforçando o caráter punitivo da legislação.
As denúncias podem ser realizadas através dos seguintes contatos:
(55) 3375-8899, (55) 99118-5145, (55) 99119-9065