Calidoscópio - Quarta-Feira 25/11/2020 - Agora Já -

Calidoscópio – Quarta-Feira 25/11/2020



Coronavírus - Gripe Espanhola

Foto:
25 de novembro de 2020

(*) Jorge Adolfo de Arruda

Coronavírus, ungido pela inconsequência: – Com a permissão do negacionismo disseminado por fanáticos e alienados, o coronavírus retorna agora com maior voracidade. Na primeira onda foram 169.000 mortes. Quantas mais será preciso, para se concluir que não se trata de uma “gripezinha”?

Vidas de Brasileiros importam? No Brasil foram mais de 6 milhões de casos, sorte que tivemos mais de 5 milhões recuperados, mas já perdemos quase 170mil pessoas. No Mundo o Sars-Cov-2 já contaminou 60 milhões de pessoas, um milhão e meio já morreram.

A morte não escolheu clientes: – Tal qual a gripe espanhola, a segunda onda poderá ter consequências imensuráveis. Em março de 1918 na sua primeira onda até o Rei da Espanha ficou doente. Quando veio a segunda onda em agosto foi devastadora e não poupou ninguém, morreram gente de todas as idades e de forma rápida.

Similaridades: – Ambas as doenças podem provocar sintomas semelhantes, como febre, prostração e dores na garganta. Além disso, o contágio se dava da mesma forma, pelas vias respiratórias, o que demandava os mesmos tipos de cuidado, como isolamento ou distanciamento social e higiene pessoal.

Diferenças 1: – A gripe espanhola chegou ao Brasil, a bordo do navio inglês Demerara, que saiu de Lisboa e atracou no porto de Recife, em setembro de 1918, antes de zarpar para Salvador e Rio. Estima-se em 35 mil mortes no país entre setembro e dezembro daquele ano.

…Diferenças 2: – O Sars-Cov-2 “Coronavírus” foi recepcionado pelo próprio presidente que minimizou sua letalidade, desconsiderou todas as medidas sanitárias de prevenção. Ajudou, inclusive na sua disseminação, porque contagiado fez questão de cumprimentar, tocar e se deixar tocar em plena pandemia. Os 35 mil mortos pela “espanhola” já foram quintuplicados e ainda estamos apenas no começo da segunda onda.

A economia ou a prevenção: – A prevenção ainda é o melhor remédio. Hipócritas chegaram a colocar a escolha entre o trabalho e a saúde/prevenção. Ao serem concitados a “Ficar em casa” gritaram muito. A economia vai falir e vai faltar tudo morrerão de qualquer jeito, ou de coronavírus ou de fome, se não sair para trabalhar.(…)

...A morte entrou no meio: – Muitos escolheram sair e a morte os esperou no meio do caminho. Hoje, as medidas de proteção e contenção da doença são rechaçadas, não querem saber de prevenção o negócio é curtir o momento, mas o futuro pode estar abreviando muitos momentos.

Enquanto não acontecer comigo não acredito: – Orquestrado por atitudes inconvenientes, muitos do povo estão pagando prá ver. Enquanto não acontecer com alguém de sua família não acredita, para estes será sempre uma “histeria ou uma gripezinha”  e dá-lhe “chopinho” dá-lhe “cervejinha” dá-lhe whisky, enfim o importante é beber, mas não basta apenas beber….

…Aglomeração: – Tem que beber, se aglomerar e incomodar, sentam nas calçadas, invadir propriedades particulares para mijar e tocar sons, os piores possíveis, nos níveis máximos de decibéis, este é o atual Brasil. Se alguém se contaminar, azar o dele…a inconsequência que vem de cima. Ao serem interpelados pelos agentes, invocam “os direitos constitucionais”, mas não sabem que no mesmo texto existem deveres.

RECORDE DE MORTES: – O mundo registrou 12.785 óbitos por covid-19 ontem(24), um novo recorde diário segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. O recorde anterior era de de 11.840 mortes, registrado na sexta-feira (20). Segundo a universidade americana, já são mais de 1,4 milhão de mortes em todo o planeta e 60 milhões de casos. Os países com mais vítimas são Estados Unidos (259 mil), Brasil (170 mil), Índia (134 mil) e México (102 mil).

(*) Advogado OAB 110.415 / Jornalista MTb 14.500 – DRT/RS


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