Choque e impotência, diz vereadora de Cruz Alta ao denunciar assédio em vídeo - Agora Já -

Choque e impotência, diz vereadora de Cruz Alta ao denunciar assédio em vídeo



Luirce Paz, que é presidente do Podemos Mulher RS, lamentou falta de apoio na cidade

Foto: Reprodução / Facebook
30 de maio de 2022

A presidente do Podemos Mulher no RS e vereadora de Cruz Alta, Luirce Paz, registrou ocorrência policial na última quinta-feira ao receber um vídeo de cunho sexual. Nas imagens, endereçadas diretamente à Luirce, um homem se masturbava e ejaculava sobre sua foto. A vereadora acredita que o assédio virtual está ligado a uma transmissão ao vivo, realizada nas redes sociais na terça-feira da semana passada. “Tudo começou depois de fazer uma live na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) denunciando descasos da saúde. Terminei a transmissão dizendo que quem tivesse uma reclamação entrasse em contato comigo. No dia seguinte recebi esse vídeo”, disse.

“A primeira reação é de choque. Fiquei sem acreditar por alguns minutos. Depois vem o sentimento de impotência. As mulheres têm que denunciar, nunca deixar impune”, afirma a parlamentar. Ela ressalta a importância da participação das mulheres na política, apesar da diferença de tratamento que vê entre homens e mulheres. “Se é o homem, é o cara. Se é a mulher é louca, mal amada”, diz sobre a transmissão ao vivo que realizou tratando de temas vinculados à saúde no município.

Luirce afirma ter recebido mensagens de apoio de todo o país, mas lamenta que, na visão dela, disputas políticas façam com que esse cenário não tenha se repedido no município do noroeste do Estado. “Virei piada, fui ridicularizada. O lugar que menos tive apoio foi na minha própria cidade. Nenhum vereadores me procurou, nem a prefeita, que é uma mulher”, relata.

Por meio de nota, a presidente nacional do Podemos Mulher, Márcia Pinheiro, definiu o ato como “inadmissível, machista e misógino”. Além de repudiar qualquer tipo de violência contra as mulheres e prestar solidariedade, a nota ressalta que “ser mulher no Brasil é viver diariamente sofrendo violências de cunho sexista”.

 

*Fonte: Correio do Povo por Felipe Nabinger


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