Homem de 45 anos teria sido agredido até a morte no local. Clínica foi interditada por determinação judicial após denúncias
Foto: Caso é investigado pela delegacia de Getúlio Vargas.
Polícia Civil / Divulgação Três pessoas foram presas preventivamente na manhã desta sexta-feira (13) em operação que investiga a morte de um homem em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Estação, município de 5,5 mil habitantes no norte do RS.
Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi aberto para investigar a morte de Marcos Bohn Nedel, 45 anos, ocorrida em 29 de janeiro. O caso é tratado como tortura com resultado morte.
Ele estava internado na Clínica Reviver, na Vila Navegantes. O estabelecimento passou a ser investigado por práticas de tortura usadas como método disciplinar. As três pessoas presas são responsáveis pela administração e funcionamento da clínica.
Segundo a Brigada Militar, duas pessoas conseguiram fugir do local e buscaram a polícia para denunciar as violências sofridas. Na operação desta sexta-feira, havia 31 pacientes internados na clínica e parte deles deve passar por exame de corpo de delito.
Dentre os pacientes, todos homens, três foram internados compulsoriamente e serão encaminhados para outra clínica. Os demais vão voltar para casa depois de ser ouvidos pela polícia.
A operação, que recebeu o nome de Tripalium em referência a instrumentos de tortura da Era Romana, também cumpriu mandados de busca e apreensão na clínica e em endereços vinculados aos investigados.

Além disso, a Justiça determinou a interdição do local. O estabelecimento, segundo o delegado Jorge Fracraro Pierezan, seria da mesma rede de uma clínica que atua em Santa Catarina, também em situação irregular.
— A clínica atualmente está com o alvará vencido, mas não se trata de uma clínica clandestina. Era um local que recebia, inclusive, presos com ordem judicial — disse.
A operação contou com a atuação integrada de policiais civis da região, além da Brigada Militar. A prefeitura de Estação prestou suporte com o acolhimento das pessoas que estavam internadas em “condições degradantes “,conforme a Polícia Civil.
GZH entrou em contato com o estabelecimento em busca de contraponto via telefone e WhatsApp, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.
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