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Com lucro recorde, Banrisul aposta em ampliar carteira de crédito em 2020



Conforme balanço financeiro de 2019, banco estatal lucrou R$ 1,344 bilhão, 28,2% a mais do que em 2018

Foto: André Ávila / Agencia RBS
11 de fevereiro de 2020

Com lucro recorde registrado em 2019, o Banrisul aposta na ampliação da carteira de crédito – em especial das consignações, voltadas a pessoas físicas – para seguir crescendo em 2020. De acordo com o balanço financeiro apresentado nesta terça-feira (11), em Porto Alegre, a instituição lucrou R$ 1,344 bilhão, 28,2% a mais do que em 2018. Foi o terceiro ano consecutivo em que a cifra chegou a 10 dígitos.

Na avaliação do presidente do banco, Cláudio Coutinho, a sequência de ganhos se explica pela guinada na gestão iniciada no governo de José Ivo Sartori e mantida na atual administração.

— Durante o governo Sartori, o banco focou no Rio Grande do Sul e, basicamente, em operações de crédito, que são seguras e rentáveis. Essa política bem-sucedida foi mantida quando entramos, assim como parte da diretoria. Eu diria que o resultado que conseguimos é fruto de uma continuidade com aperfeiçoamento — pontuou Coutinho.

O Banrisul respondeu, em 2019, por 20% das operações de crédito no Estado, com uma carteira de R$ 36,2 bilhões e crescimento de 6,2% (R$ 2,1 bilhões) em 12 meses. Para 2020, a ampliação projetada é de 9% a 13%, priorizando pessoas físicas, pequenas e médias empresas, cooperativas e o setor do agronegócio.

— São carteiras que têm liquidez e garantia, com retorno razoável. Por isso, temos focado nelas e vamos continuar focando — ressaltou o presidente, que vem fazendo viagens semanais ao Interior e projeta um “arrastão de crédito” na 21ª Expodireto Cotrijal, no início de março, em Não-Me-Toque.

Só as consignações (empréstimos descontados diretamente no contracheque) cresceram 14% em 2019. Ao longo do ano, os parcelamentos salariais dos servidores do Executivo estadual atingiram a marca de 49 meses (agora já são 50), mas Coutinho diz que os consignados tiveram diferentes origens – o Banrisul é responsável, por exemplo, por administrar a folha de pagamento de cerca de 300 prefeituras.

Quanto à inadimplência, o índice passou de 2,55% para 3,37%, considerando pendências de 90 dias. O avanço, segundo o presidente, não preocupa.

— Está em linha com o mercado — afirmou Coutinho.

Fechamento de agências

Sem entrar em detalhes, o presidente do Banrisul confirmou a previsão, anunciada em janeiro, de fechar ou alterar o formato de nove agências no Estado ao longo deste semestre, em um universo de cerca de 500. Seis serão fechadas (e fundidas a outras) e três serão transformadas em postos bancários, na Grande Porto Alegre e na região de Caxias do Sul. Os funcionários, segundo Coutinho, serão remanejados.

— É uma varredura que a gente está fazendo, um diagnóstico da rede. A boa notícia é que grande parte das agências são rentáveis. O que estamos constatando é que vamos fazer uma redução muito menor do que prevíamos. Temos uma clientela muito grande de pessoas físicas, então é muito importante que esse movimento não seja traumático — ressaltou o executivo.

Conforme Coutinho, municípios com apenas uma agência não serão afetados.

Venda de ações

Questionado sobre o impacto financeiro da venda fracassada de ações em 2019, o presidente do Banrisul disse que não houve repercussão para o balanço. A oferta de papéis foi anunciada em setembro pelo banco, por decisão do governador Eduardo Leite, e acabou não se concretizando. O governo esperava obter pelo menos R$ 2 bilhões com o negócio, mas os valores oferecidos ficaram aquém do esperado.

— Não tem nenhum impacto (nos resultados do banco em 2019). Isso era uma decisão do acionista (o Estado) e não tem nenhuma relação — resumiu Coutinho.

O executivo disse que a decisão de fazer nova tentativa de venda é do governador, mas afirmou que dificilmente isso ocorrerá no curto prazo:

— Conhecendo como funciona o mercado, quando você faz uma tentativa dessas, você não pode voltar logo a seguir. Como o governador declarou, à época, que não estava disposto a vender pelo preço que considerava irreal, então acho que não cabe agora.

Ao ser perguntado sobre quando haveria nova oportunidade, Coutinho evitou falar em prazos.

— É difícil dizer. Participei do roadshow (espécie de apresentação da oferta a potenciais interessados). Se nada mudou, chegar lá e falar a mesma coisa? Se está tudo mais ou menos igual, não faz sentido — concluiu o presidente.

 

*Fonte: GaúchaZH


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