Comunidade indígena libera BR 386 após negociação com a PRF - Agora Já -

Comunidade indígena libera BR 386 após negociação com a PRF

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27 de agosto de 2012

A comunidade indígena situada próxima ao trevo de acesso a cidade de Bom Retiro do Sul, no Vale do Taquari, liberou a rodovia BR 386 no fim da manhã de domingo(26), após negociação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os índios estavam no local desde o final da tarde de sábado, com o objetivo de libertar a cacique Maria Antônia Soares da Silva, presa na Operação Apache, realizada sexta-feira pela Polícia Civil e Brigada Militar.

A cacique e dois índios, Adelar Soares e Gelson de Oliveira de Lima, foram detidos por envolvimento com o tráfego de drogas, depois que policiais encontraram drogas, arma e outros objetos em poder dos índios. Maria Antônia foi recolhida ao presídio de Guaíba e os homens ao Presídio Estadual de Lajeado.

Conforme a PRF, foi acertado que a rodovia seria liberada e a solução das questões que resultaram no protesto seriam tratadas na segunda-feira. Os índios estão decididos a trancar a rodovia se as reivindicações não forem atendidas até às 17h desta segunda.

Os índios utilizam pedaços de madeira, sofá velho e sucata para interromper a passagem de veículos na rodovia. Durante a madrugada de domingo, um automóvel, cujo motorista não foi identificado, não teria avistado o bloqueio e bateu na barreira, sem causar lesões nas pessoas que estavam no local. O motorista abandonou o carro no local e fugiu.

A Polícia Rodoviária Federal fez o acompanhamento da manifestação dos índios no sábado à noite e fez o desvio do trânsito de veículos por uma estrada de chão de 3,5 quilômetros que passa pelo interior do município de Bom Retiro do Sul. Outra alternativa aos motoristas é a ERS 128, por Teutônia, e a RSC 453, a Rota do Sol – esse desvio soma 20 quilômetros.

Conforme o vice-cacique da Aldeia Indígena, Altair Soares, não há previsão de liberar a rodovia. “Nós vamos sair daqui só depois que soltarem a cacique”, prometeu. Ele alegou que ela é inocente e não tem participação no tráfico de drogas. “Nós queremos ela aqui, porque todas as acusações contra ela são mentirosas”, afirmou.

 


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