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Conselho Tutelar Panambi: é preciso ser especial para ser um pai de verdade

11 de julho de 2019

A verdade é que não é difícil tornar-se um pai, praticamente todos podem fazer um bebê. No entanto, SER um pai de fato não é para qualquer um, assumir a responsabilidade e fazer a diferença na vida de um filho é apenas para as pessoas especiais. Ser pai vai muito além de apenas ter o nome na certidão de nascimento de seu filho, é muito mais do que pagar contas ou dar o dinheiro da pensão todo mês. Ser pai não é contribuir apenas com seus genes, nem visitar uma vez ao ano e ligar apenas quando convém.

Ser pai é algo que vai muito além do que a grande maioria está acostumada. Um pai de verdade é uma pessoa responsável, presente, consciente de suas responsabilidades e do papel que representa na vida da pessoa que ajudou a colocar no mundo. Um pai de verdade lida com as crises, não desiste de seus filhos, e faz o seu melhor por aqueles que ama. Um pai de verdade nunca se acomoda, nem cobra de seus filhos uma iniciativa que deve ser sua, um interesse que deve partir de si mesmo. Ele se esforça por seus sonhos e dá exemplo de resiliência e otimismo para os seus filhos, ao invés de destruir seus sonhos com visões negativas e limitadas da realidade.

Um pai de verdade faz questão de ser o espelho de seus filhos e os ensina sobre como devem tratar as pessoas, explica sobre como a vida e os relacionamentos funcionam e do quanto é importante sempre serem gratos pelas pessoas que possuem em suas vidas, as boas e as ruins, porque todas os ensinam lições valiosas.

Os verdadeiros pais ensinam desde cedo seus filhos a como tratar as mulheres em suas vidas, sem fazer distinção entre mães, parceiras românticas ou desconhecidas. Ele incentiva e ensina a importância do respeito incondicional e mostra-os como elas são importantes em todos os momentos de suas vidas.

Um pai real faz questão de se tornar o melhor homem que pode ser. Ele não mente para seus filhos. Não desvaloriza o amor e a companhia deles. Não dá maus exemplos de caráter e princípios.
Os pais verdadeiros são altruístas, pensam no bem e na felicidade de seus filhos antes de suas próprias, guiam-nos no caminho certo e estão sempre de braços abertos para recebê-los depois de suas quedas.

E não pensem que esse texto é valido somente para a figura paterna, espero que muitas mães leiam isso, pois, assim como tem pais ausentes, também tem muitas mães que não exercem o seu real papel de mãe. Ninguém pode obrigar um pai ou uma mãe a amar seus filhos. Mas não é só de amor que se trata quando o tema é a dignidade humana dos filhos. Há, entre o abandono e o amor, o dever de cuidado. Amar é uma possibilidade; cuidar é uma obrigação civil.

 

Paola Ramos
Conselheira Tutelar Panambi/RS


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