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Conselho Tutelar Panambi: Super Mães

10 de maio de 2019

Não vamos confundir o amor da mãe pelo filho, com eventual amor pela “maternidade”. A maternidade cansa, desgasta, esgota! Já começo pedindo para os papais e futuros papais, que desencantem dessa ideia de que toda mãe é apaixonada pela maternidade em si, da gestação até a criação dos filhos. A mãe aguenta certas coisas não pelo título de amor à maternidade, mas única e exclusivamente porque tem uma vida ali (o filho) e a missão “mãe”, gera um amor maior que tudo! A influência de uma mãe na mente e no coração dos filhos é muito grande, seja para o bem ou para o mal, e repercutira nos relacionamentos destes pelo resto da vida.

Uma mãe é capaz de aguentar várias noites sem dormir, cuidando do filho, e mesmo assim, acordar no outro dia com olheiras enormes, mas um sorriso gigante no rosto pra trabalhar e suprir as necessidades da criança.

Uma mãe aguenta subir uma ladeira inteira a pé, com a criança no colo, mesmo após um dia cansativo de trabalho, aguenta andar de uma ponta à outra da cidade, só para levar o filho há algum lugar. Mesmo com a cabeça e a vida cheia de problemas, uma mãe é capaz de aguentar um pai falando que ela gasta o dinheiro da pensão se divertindo, quando aquele pequeno valor de pensão mal dá pra pagar as fraldas do mês.

Uma mãe aguenta os mais diversos desaforos vindos de pessoas que sequer sabem o que se passa na vida dela e da criança, e mesmo assim prossegue cuidando, educando e protegendo os filhos.

Uma mãe aguenta qualquer desafio que envolva a felicidade dos filhos, sem medir esforços. Passa perrengue com as contas do mês, mas aguenta manter todas as despesas em dia.

Uma mãe pula, contorna ou derruba qualquer obstáculo que envolva o futuro do seu filho. Aguenta isso e muito mais, inclusive essa penca de “moleques”, que se julgam homens ao deitar na cama e fazer um filho, mas não aguentam conviver com a responsabilidade de carregar o título de “´pai”.

Uma mãe aguenta muita coisa. Então, para vocês que são metidos a “senhores do destino alheio”, que se vangloriam ao dizer que a sua ex ou atual ama a maternidade em si, entendam: Ela ama o seu filho. Ela ama ser mãe! A maternidade é algo que exige dedicação absoluta e reconhecimento expresso. Sempre que eu vejo uma mãe passando por algum perrengue típico da atribuição, eu paro e peço a Deus que mantenha ela sempre no foco e que o amor pelo filho, seja sempre maior que o exercício da maternidade, porque SER MÃE é ALGO EXTRAORDINÁRIO.

Com uma frequência absurda no meu dia a dia como Conselheira Tutelar, ouvimos e atendemos situações em que a figura paterna é ausente, de pais que tentam se esquivar da paternidade e tudo o que ela proporciona e talvez isso seja um dos motivos pelo qual eu defenda tanto essas mães GUERREIRAS, que são obrigadas a passar por esses pequenos grandes constrangimentos. Uma SUPER MÃE, é capaz de tudo pelo filho, inclusive suportar alguns “que se dizem pai”, que se consideram “Super pais”, quando na verdade, não passam de moleques mimados, agraciados por uma legião de seguidores hipócritas, num país onde ser mãe e criar o filho sozinha não é tão “foda” quanto ser pai de Facebook.

Existem pais exemplares, que não merecem ler isso. Por isso, se você for um bom pai, ignore o texto. Um abraço fraterno a todos que irão vestir a carapuça e um super beijo a todas as mães, que merecem os aplausos da sociedade por serem MÃES DE VERDADE!

 

Paola Ramos
Conselho Tutelar Panambi/RS


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