Ambiente de tensão marca partida das 20h30min, no Orlando Scarpelli, pela quinta fase da competição
Foto: Alan Patrick tem a chance de dar a volta por cima no Inter
Ricardo Duarte, Inter / Divulgação A crise está batendo na porta do Inter. A campanha de segunda página no Brasileirão, um ponto acima do Z-4, a pior média entre os mandantes e, claro, a perda do Gauchão, o susto do ano passado estão cobrando a conta.
A chegada a Florianópolis, onde o time supostamente será local contra o mandante Athletic-MG, na estreia da Copa do Brasil nesta quarta-feira (22), escancarou a tensão. Os ônibus que trouxeram a delegação foram posicionados de tal forma que impediram os 15 torcedores presentes de enxergar os atletas. E eles nem fariam protesto, queriam mesmo era tietar, apesar de tudo. Só uma vitória na partida das 20h30min pode aplacar essa situação.
Os sinais da crise estão todos postos. O mau desempenho do time é reflexo da falta de confiança dos jogadores. As mudanças propostas pelo técnico não surtiram o efeito desejado. As manifestações das organizadas. E, por fim, a falta de contato com os torcedores comuns exemplifica a tensão. Só à noite é que alguns colorados foram recebidos por jogadores, como um sinal do arrependimento pela primeira atitude.
Para evitar o agravamento, a tendência é de usar força máxima no jogo. Paulo Pezzolano contará com os retornos de Bernabei e Mercado, que cumpriram suspensão no Brasileiro. Rochet, Matheus Bahia, Alan Rodríguez e Ronaldo seguem de fora.
Há mistérios. Um deles é quem será o companheiro de Mercado na zaga. No meio, jogará Paulinho ou Bruno Henrique? Na frente, Alan Patrick, Borré e Alerrandro disputam duas vagas.
No Athletic-MG, o ambiente é de otimismo. Depois do rebaixamento no Campeonato Mineiro, o clube reagiu para a disputa da Série B. Com o técnico Alex, aquele mesmo, ídolo de Cruzeiro, Palmeiras e Fenerbahçe, faz uma campanha interessante na segunda divisão nacional. São oito pontos nas cinco primeiras rodadas, com duas vitórias e dois empates. Só perdeu na última partida, para o Novorizontino, fora de casa.
É esse o time que está batendo na porta do Inter. É o Athletic quem pode fazer a crise. Cabe ao time gaúcho deixar entrar.
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