Cortes no orçamento da Educação geram protestos no Rio Grande do Sul - Agora Já -

Cortes no orçamento da Educação geram protestos no Rio Grande do Sul



Em Porto Alegre e no Interior, estudantes e servidores foram às ruas contra a redução no orçamento

Foto: Matheus Piccini
9 de junho de 2022

A quinta-feira foi repleta de movimentações de estudantes de universidades públicas no país, contra os cortes de orçamento das instituições federais de ensino. Chamada de “9J”, a manifestação foi coordenada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), em parceria com a União Estadual de Estudantes (UEE) de diversos estados, incluindo o RS.

Em Porto Alegre as atividades iniciaram às 15h, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS (IFRS), e seguiram na Faculdade de Educação (Faced), da Universidade Federal do RS (Ufrgs), por volta das 17h. Com gritos de “Tira a tesoura da mão e investe na educação”, manifestantes de UNE, UEE, Assufrgs, entre outros, foram, ainda, até o Instituto de Artes da Ufrgs.

Pelo Interior, também foram registrados atos. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), houve audiência pública sobre os cortes. Estudantes da Unipampa, no Extremo-Sul do RS, foram às ruas pedir mais educação. No IFRS, diversos campi expuseram a contrariedade à redução no orçamento da Educação. Em Erechim, estudantes levantaram cartazes, com dizeres “Educação é investimento, somos contra os cortes!”. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, acadêmicos protestaram nas unidades de Alvorada, Farroupilha e Viamão.

De Viamão, veio o professor do IFRS Yuri Acorde, que falou sobre os motivos de descontentamento: “O corte afeta a raiz do IFRS e da Educação, não podemos fazer pesquisa nem extensão de verdade sem orçamento”.

O presidente da UEE-RS, Airton Silva, disse que os protestos foram coordenados no RS, e envolveram diversos setores da Educação, com o objetivo de defender a universidade e conversar com a população. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), nas redes sociais, frisou: “Estamos nas ruas do Brasil para falar que a Educação muda vidas e pode salvar o país. Devolvam o orçamento da federal já”. A entidade avaliou que apesar de os Institutos Federais serem importante pilar da Educação, para o desenvolvimento socioeconômico regional, é alvo de cortes, negligenciando os cerca de 1 milhão de alunos em todas as regiões do país.

A principal reclamação dos estudantes é acerca da redução de 7,2% nas verbas destinadas às universidades e institutos federais do país, que foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana.

Perda de recurso afeta todo o setor

A deputada federal Maria do Rosário, responsável pela solicitação da audiência pública que retirou da pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a PEC 206/2019, que previa a cobrança de mensalidades nas universidades públicas, também integrou hoje os atos contra a redução do orçamento na Educação. “Estes cortes inviabilizam o funcionamento cotidiano das universidades, desde abrir todos os dias a porta à acender a luz. É o dinheiro do custeio do dia a dia, e ainda há o corte dos salários dos educadores, que não têm reajuste há anos.”

O professor Yuri Acorde, do IFRS, explicou como os profissionais do Instituto são afetados diretamente, pois estão, há sete anos, sem reajuste salarial. A coordenadora da Assufrgs e bibliotecária da Faced, Sibila Binotto, acrescentou que é inviável, para a universidade e os servidores, sobreviver com o mesmo orçamento de 2019. E o presidente da UEE, Airton Silva, destacou o principal desejo dos estudantes: “Nós só queremos estudar. E para estudar precisamos ter sala de aula, investimento, luz e água”.

 

 

*Fonte: Correio do Povo


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