Credores privados oferecem perda de quase 70% na dívida grega - Agora Já -

Credores privados oferecem perda de quase 70% na dívida grega

Foto:
27 de janeiro de 2012

FRANKFURT – O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) fez uma oferta para assumir perdas de quase 70% sobre a dívida grega nas negociações sobre a contribuição privada para um socorro ao país, disse o presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, à emissora de televisão alemã N-TV.

“Colocamos sobre a mesa uma oferta muito atraente”, disse Ackermann, que também preside o lobby bancário IIF, sobre uma proposta em discussão em Atenas.

O IIF está coordenando uma oferta por parte dos credores do setor privado, conhecida como Iniciativa do Setor Privado (PSI, na sigla em inglês).

“São perdas de quase 70% que estamos preparados para assumir”, disse Ackermann em entrevista à emissora nesta sexta-feira. “Todos precisam fazer uma contribuição”.

O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, deverá se reunir hoje com o diretor do IIF, Charles Dallara, às 14h30 (de Brasília), para debater as atuais negociações sobre a dívida do país, afirmou o gabinete do premiê grego. Papademos também tem reunião prevista com o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e o presidente do banco central, George Provopoulos.

À beira do calote

A saída da Grécia da zona do euro não trará a recuperação econômica, apesar de o país ter lutado para garantir um novo empréstimo € 130 bilhões que necessita para evitar um default, afirmou Pantelis Kapsis, porta-voz do governo grego.

Falando ao canal de TV Skai, o porta-voz disse que aqueles que pensam que a Grécia se beneficiará ao retornar para sua antiga moeda, o dracma, estão enganados em achar que isso resolverá os problemas econômicos do país.

“Se nós formos para o dracma, as coisas não se acalmarão…o oposto exato acontecerá”, declarou. “Nosso padrão de vida cairá muito. O dracma não trará a recuperação, em vez disso nós nos encontraremos em um nível econômico muito mais baixo.”

As declarações do porta-voz ocorrem em um momento no qual a Grécia mantém duas negociações sobre um desconto para a dívida detida pelos credores privados do país e um pacote de socorro de seus parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem o dinheiro do novo empréstimo, a Grécia não conseguirá pagar € 14,4 bilhões em bônus emitidos que vencerão em março.

“Se nós não conseguirmos o empréstimo, como vamos obter dinheiro depois? Há uma lacuna no financiamento, seremos forçados a não pagar os títulos e isso significará um default”, disse Kapsis. “Nossa economia está à beira de um default e nós estamos lutando para não declarar default”, acrescentou.

As negociações sobre a reestruturação da dívida e o acordo de empréstimo deverão continuar nesta sexta-feira em Atenas. As informações são da Dow Jones.

(Com informações da Dow Jones e Clarissa Mangueira, da Agência Estado)


(55) 3375-8899, (55) 99118-5145, (55) 99119-9065

Entre em contato conosco

    Copyright 2017 ® Agora Já - Todos os direitos reservados
    error: Conteúdo protegido! Cópia proibida.