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Da série: As tragédias anunciadas

9 de setembro de 2018

O incidente fatídico que culminou na morte de uma parte significativa da história brasileira, era uma tragédia premeditada, como tantas que já vimos acontecer nesse país. Em caráter disso, há uma matéria publicada na EBC de 2004, onde o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, fez denúncias severas que sinalizavam que isso poderia acontecer. “O Museu Nacional do Rio de Janeiro, localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, zona norte da cidade, corre o risco de ser destruído por um incêndio. Ele disse ter ficado impressionado com a situação das instalações elétricas que estão em estado deplorável. “O museu vai pegar fogo. São fiações expostas, mal conservadas, alas com infiltrações, uma situação de total irresponsabilidade com o patrimônio histórico”, afirmou”.

200 anos de história resultaram em cinzas e que no fim das contas, somando isso ao resto (crise política, econômica, social, moral e etc.), o resumo da ópera permeia na raiz de muitos dos problemas brasileiros: nossos governantes. O Brasil perde sua credibilidade diariamente porque aqui os poderes legislativo, judiciário e executivo não trabalham em favor do povo, mas sim, de acordo com suas demandas.

E isso se evidencia, por exemplo, quando vemos um cidadão contribuinte comum receber uma média de R$954,00 de aposentadoria, enquanto um legislador e jurista recebem cerca de R$16.000,00 e R$26.000,00, respectivamente.

Diante dos dados, alguém consegue imaginar que há preocupação efetiva na conservação do acervo histórico do país, por parte de quem tem poderes para isso? Se não levam a sério a educação, saúde e segurança pública, vão se preocupar com a cultura?

Há poucos meses estive no Rio de Janeiro e lá é possível verificar o caos ao vivo e a cores, não que em outras cidades não seja perceptível, mas em terras cariocas isso ganha proporções maiores por ser um dos principais pontos turísticos do país. O sucateamento e abandono dos lugares mais visitados, a insegurança e a inoperância na saúde são alguns exemplos do descaso do Estado com o bem público.

Portanto, estamos à mercê do descomprometimento da governança e para isso só há um remédio, que por mais que seja profilático, é o mais indicado e nos traz um pouco de esperança: o voto, o poder de decisão do cidadão que pode optar por não eleger e

principalmente, reeleger quem não mostra trabalho em prol da Nação. Finalizo parafraseando Ulysses Guimarães: “Governo xique-xique, este que aí está. Não dá sombra nem encosto. Para a Nação, não dá. Para os amigos, parentes e protegidos, presenteia com governadorias, senatorias biônicas, embaixadas, empréstimos e negócios. Passa então a ser o governo sombra e água fresca.”


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