Análise da ocorrência climática foi divulgada neste sábado (21). Apesar da força, tempestade não teve evidências de tornado ou microexplosão
Foto: No dia da tempestade, defesa civil emitiu alertas laranjas.
Jean Pimentel / Grupo RBS A Defesa Civil estadual concluiu que o fenômeno climático que atingiu Palmeira das Missões, no norte do RS, foi uma linha de instabilidade. A conclusão da análise foi divulgada na tarde deste sábado (21).
A tempestade intensa ocorrida na quinta-feira (19) danificou 550 residências, sendo que parte delas foram destelhadas, além de registro de queda de árvores e interrupção no abastecimento de água e energia elétrica.
Segundo o Centro de Monitoramento, os danos na cidade foram associados aos ventos pela linha de instabilidade, mas “sem evidências de tornado ou microexplosão”.
Na tarde em que ocorreu o vendaval, a Defesa Civil estadual emitiu alertas laranjas para a região. Conforme o órgão, a cidade teve rajadas de vento de 65,5 km/h, ao contrário do que havia sido divulgado anteriormente, de ventos superiores a 100km/h.
A Defesa Civil presta apoio ao município por meio das equipes da 7ª Coordenadoria Regional, com o envio de materiais como telhas e lonas para suporte à população afetada.

Na noite de sexta-feira (20), o prefeito Evandro Luis Massing assinou o decreto que declara situação de emergência em todo o território municipal.
Com a publicação do documento, a prefeitura autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Defesa Civil em ações de resposta e reconstrução. O decreto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação de recursos.
Além disso, o documento permite a dispensa do processo de licitação para a compra de bens e contratação de serviços necessários ao atendimento da emergência. Esta medida vale para obras que possam ser concluídas no prazo máximo de um ano. O decreto tem validade total de 180 dias.
Ventos fortes e chuva intensa chegaram no município por volta das 18h de quinta-feira (19). Segundo dados da prefeitura e da Defesa Civil, 2,2 mil famílias foram atingidas, 40 pessoas ficaram desalojadas e 550 casas tiveram danos reportados.

Em razão dos estragos, as aulas estão suspensas por tempo indeterminado em todas as instituições do município. Na parte da infraestrutura, a luz foi restabelecida para quase todos os clientes e o abastecimento de água foi normalizado neste sábado.
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