Diretora do Ministério das Cidades nega fraude em parecer da Copa - Agora Já -

Diretora do Ministério das Cidades nega fraude em parecer da Copa

25 de novembro de 2011

A diretora de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiza Gomide de Faria Vianna, afirmou nesta quinta-feira que não houve pressão para alterar o parecer técnico de um projeto de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT). “De jeito nenhum houve fraude. [O episódio foi] uma quebra de confiança. A princípio, uma quebra grave, que justifica sindicância. E o ministro já providenciou a solicitação dessa sindicância, para entender tudo”, frisou.
Reportagem publicada no Estado de S. Paulo mostra um documento que teria sido forjado pela diretora, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto. Nele, teria sido adulterado o parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um veículo leve sobre trilhos (VLT).
“Não houve pressão de maneira nenhuma. É uma análise de praxe, que a gente debate internamente no governo”, enfatizou Luiza Gomide. “O Ministério das Cidades faz toda a análise técnica, a gente debate conjuntamente. Eu e o doutor Cássio fazemos parte do G-Copa, portanto, a gente está sempre conversando sobre todos os projetos que envolvem análise”, completou.
De acordo com a diretora, a nota técnica foi revisada porque continha vícios de linguagem e opinião pessoal e porque era subjetiva. Não era, segundo ela, uma nota técnica que representava a opinião da diretoria e do Ministério das Cidades. Para Luiza, a revisão do documento foi “inadvertidamente” colocada como se fosse posição da diretoria.
A diretora acrescentou que a alteração de modal de BRT para VLT, no caso específico de Cuiabá, trará benefícios à população. Um dos argumentos mais fortes apresentados pelo governo do Estado é o de que o VLT exige menor número de desapropriações. Sobre os gastos adicionais, Luiza disse que não vai representar ônus para o governo federal. O recurso originalmente aportado como participação do estado na obra de Cuiabá era R$ 423 milhões e, segundo a diretora, vai permanecer o mesmo. As denúncias publicadas pelo jornal indicam que, com a alteração, os custos seriam elevados para R$ 1,2 bilhão.


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