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Droga: do primeiro momento ao último

6 de dezembro de 2017

A droga, amplamente presente na sociedade atual e no contexto de vida dos jovens e adultos é algo que realmente pode ocasionar alguns problemas, além das Comorbidades (como já foi mencionado em uma coluna anterior). O uso de substâncias químicas pode afetar a estabilidade do ambiente familiar, do trabalho, e das relações sociais do dependente, além do seu próprio psíquico e físico, tudo isso porque ela é uma doença biopsicosocial.

O uso começa normalmente por curiosidade ou por fatores psíquicos que induzem ao uso, como ansiedade, stress ou depressão. Logo o usuário desenvolve mecanismos de defesa na doença, onde ele passa a justificar seu uso por algum motivo específico na maioria dos casos. Ao passar do tempo a necessidades pela droga aumenta e o consumo começa a ficar cada vez mais frequente, com isso, os problemas pessoais da pessoa vão se intensificando e a relação dela com o ambiente familiar, circulo de amigos, e atividades cotidianas acaba decaindo ou sendo empobrecida. Nota-se que pode haver súbitas mudanças no grupo de amigos pela procura de outros amigos usuários. São sintomas graves de dependência a perda de interesse nas atividades e família, podendo levar por exemplo, um jovem a ter súbitas notas baixas e baixo rendimento escolar, ou um adulto a ter dificuldades em manter um emprego e se relacionar com a família. Casos assim podem evoluir para um ponto em que o indivíduo se torne tão instável devido a dependência que não consiga mais desempenhar essas atividades propriamente.

Em casos que os sintomas se encontram exacerbados a família deve tentar ter uma conversa com o dependente e encaminha-lo ao CAPS ou a um tratamento adequado com um psicólogo para verificar se há necessidade de intervenção médica e para que seja feita a filtragem para avaliar se o dependente precisa ou não de uma internação. Deve se observar que esse diagnóstico não é algo imediato, e só que com a colaboração do dependente e da família pode se ter um desenvolvimento no levantamento a ser feito pelo psicólogo, que deve ser normalmente de no mínimo 5 sessões.

Casos não tratados de dependência química podem evoluir tanto a um ponto em que a vida da pessoa se torna “um completo desastre” em linguagem coloquial, podendo ocorrer brigas, separação familiar, perda de renda, perda de produtividade e atraso nas escolas e faculdades, dificuldade nas relações pessoais, dívidas, gastos incoerentes, e transtornos psiquiátricos.

 

*Solano Franke – Estudante de Psicologia


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