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Em mar revolto da vida

24 de novembro de 2011

EM MAR REVOLTO DA VIDA…
Que atire a 1ª pedra a pessoa ou empresa que nunca passou por uma crise. Todos já vivemos ou ainda enfrentaremos turbulências financeiras. Porém sem acesso a informação correta, isto pode representar uma fatalidade para quem não possui muito capital ou bens. Por isto o mais inteligente é pedir ajuda cedo, antes de chegar ao fundo do poço, logo que percebemos a dimensão do problema.
As causas mais comuns para a depreciação de um patrimônio, empresa ou marca em momentos de crise, ou reflexos dela, são somente a má gestão do capital de giro e os conflitos que existem internamente sejam nas empresas ou nas famílias. Normalmente o problema está latente, mas não desejamos ver e quando nos obrigamos a assumir a existência dele, tentamos resolver sozinhos (uma forma desesperada de auto proteção), mas a peça chave do sucesso é a coragem de assumir que algo está errado.
Hoje com uma nova crise internacional instalada, atingindo economias sólidas como da Itália e a quase estagnação da economia dos Estados Unidos, novamente ela bate as portas do Brasil, temos muitas pequenas empresas sofrendo os reflexos da crise internacional que começou no 2° semestre de 2008 e foi agravada em 2009, onde a demanda de produtos e serviços caiu. A desaceleração do crescimento foi visualizada em 2010 onde as empresas sentiram seus cofres esvaziando, pois muitos não se redimensionaram rapidamente e com isto comprometeram suas reservas, restando a elas manter-se com o giro de caixa, o que significa um suicídio anunciado, por isto é necessário buscar ajuda e tomar as decisões necessárias, por mais doloridas que sejam.
Desde 2005 possuímos no Brasil legislação que permite à recuperação judicial de empresas, mas infelizmente ainda vemos muitas empresas familiares perdendo seu negócio e fechando inúmeros postos de trabalho por falta de conhecimento e de utilização deste importante recurso.
Mas não basta apenas ingressar com uma ação de recuperação judicial, é necessário que especialistas (com experiência e formação) façam o diagnóstico correto de todas as áreas da empresa e elaborem um plano de solução que os interessados deverão executar a risca, o que muitas vezes implica em deixar de ser uma empresa familiar, incorporando novos investidores. Mas como dizia a nossa avó: “Vão-se os anéis e ficam os dedos.”
Nem sempre é necessária a recuperação judicial, muitas vezes estancando-se a sangria do capital de giro, já é possível a recuperação da empresa. Analistas como o economista Naomi Sakuma, exemplificam que a sinalização limite alerta a ser observado é quando uma empresa deve R$ 4,00 para cada R$ 1,00 do faturamento mensal, mas a recuperação da estabilidade financeira futura depende em 70% do cumprimento do plano de recuperação.
Estabilizar, sair da zona de turbulência, não estacionar no mercado a espera de novas crises e sim alavancar o crescimento, pois antes de tudo um turbilhão de oportunidades vem intrinsecamente na crise e quando estamos atentos podemos pela crise quebrar paradigmas, usando ela como oportunidade para reinventar, renovar as bases de ação com ajustes internos, renovação e readequação de produtos e mão de obra, assim como ocorreu nas grandes indústrias locais em tal período. Os empresários precisam manter o propósito do saneamento e a postura de agir de forma arrojada e inteligente.
O quadro de pessoas é parte da solução, e assim devem se sentir, pois novos cenários e novas crises irão surgir e, para a empresa que quer dar um salto de crescimento, a saída é investir em pessoas. Gente é quem faz toda a diferença, e infelizmente para gente, pessoa física ainda não foi aprovada uma lei de recuperação financeira, porém todos operadores do Micro Sistema de Defesa do Consumidor estão pressionando nossos representantes políticos, para que esta seja a principal das revisões que o Senado pretende implementar no CDC – Código de Defesa do Consumidor, porém o explicitado acima de observar o fluxo de nossa renda e pedir ajuda antes que seja tarde também se aplica para nosso orçamento familiar.
Todos nós ao nos deparamos com períodos de crise não podemos nos deter a analisar os primeiros números que aparecem, é preciso olhar além deles, pois se ficarmos na primeira impressão, veremos que estamos sem saída o que sabemos não ser verdade. É preciso escalar o monte para vermos além da planície, analisar com cuidado os dados da empresa ou de nossas contas pessoais e só então podermos emitir algum juízo de valor. No calor de qualquer crise podemos ser enganados pela aparência dos números. Um julgamento precipitado pode por a perder tudo que construímos ao longo do tempo. A prudência na análise continua sendo o mais recomendado.

“Economia, freqüentemente não tem relação com o total de dinheiro gasto, mas com a sabedoria empregada ao gastá-lo.” – Henry Ford


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