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Entenda os impactos da redução do juro básico a 4,25% ao ano



Aplicações de renda fixa e financiamentos tendem a sofrer alterações

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6 de fevereiro de 2020

Anunciada no final da tarde desta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a quinta queda consecutiva na taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, repercute diretamente nas aplicações financeiras e no custo do crédito para pessoas físicas e jurídicas. Com a redução do indicador de 4,5% para 4,25% ao ano, produtos de renda fixa têm o retorno reduzido e, em alguns casos, inferior à inflação. Além disso, as linhas de crédito disponíveis no mercado tendem a sofrer alterações nas taxas.

Aplicação mais popular entre os brasileiros, a poupança terá o rendimento reduzido, passando de 3,15% para 2,97% ao ano. Isso porque a valorização da caderneta está atrelada a 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), hoje zerada. O desempenho perde da inflação, prevista em 3,4% em 2020. Já os depósitos realizados até 3 de maio de 2012, seguem rendendo 6,17% ao ano.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), fundos de investimentos com taxas de administração acima de 0,5% deverão gerar retorno inferior à inflação no novo cenário. Além disso, aplicações de renda fixa como CDB, LCI, LCA, LC, geralmente influenciadas pela variação da Selic, também devem enfrentar queda de rentabilidade.

— Com essa perda de atratividade, muitos investidores já estão buscando retorno maior na renda variável, seja na bolsa de valores ou em fundos, e esse movimento deve continuar — constata Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset.O juro básico a 4,25% ao ano ainda deve influenciar ainda, de maneira sutil, o custo do crédito no Brasil, segundo a Anefac. Nas linhas voltadas às pessoas físicas, a taxa média cobrada ao ano deverá cair de 113,43% para 112,95%. Neste sentido, o juro do cartão de crédito passaria de 265,28% para 264,49%, no cheque especial de 272,02% para 271,22% e no empréstimo pessoal nos bancos de 49,36% para 49,02%.

— Isso é uma distorção da economia brasileira decorrente de um sistema bancário concentrado. Mesmo com a Selic a 4,25%, o cheque especial e o juro dos cartões seguem caros — ressalta Fernando Leite Neto, professor de economia do Insper.

Na pessoa jurídica, a situação é semelhante. Com a atualização da Selic, a taxa média cobrada nas operações junto às empresas tende a cair de 45,65% para 45,31% ao ano.

*Fonte: GaúchaZH

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