A estupidez da violência contra a mulher - Agora Já -

A estupidez da violência contra a mulher

9 de janeiro de 2018

O ano mal começou e já fomos assolados com a notícia fatídica de um crime impiedoso cometido contra uma mulher em Panambi, mais um caso covarde que não se justifica.

Sabemos que perante a lei todos somos iguais, ou pelo menos, assim deveria ser, no entanto, hoje mais do que nunca se faz necessário que existam (e se façam cumprir) legislações específicas e severas que amparem as mulheres.

Os casos de violência contra o sexo feminino se revelam em números alarmantes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil tem a quinta maior taxa de feminícidio no mundo. O número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres. O Mapa da Violência de 2015 aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. As mulheres negras são ainda mais violentadas. Entre os anos de 2003 e 2013, houve aumento de 54% no registro de mortes, passando de 1.864 para 2.875 nesse período. Na maioria dos casos, são os próprios familiares (50,3%) ou parceiros/ex-parceiros (33,2%) os que cometem os assassinatos.

A lei 13.104/15 foi criada no intuito de alterar o código penal e incluir mais uma modalidade de homicídio qualificado: o feminicídio. Essa terminologia significa perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino e é classificado como um crime hediondo no Brasil, com pena de reclusão de 12 a 30 anos.

Sem dúvidas houve um avanço no sistema penal com a introdução desta legislação, uma vez que desde a antiguidade, motivada por fatores culturais, a mulher é vista em condição de inferioridade, abrindo precedentes para ser submetida a situações vexatórias e violentas. No entanto, diante dos acontecimentos

noticiados diariamente no Brasil, a pergunta que fica é: essa lei de fato é efetiva ou estamos apenas diante de uma medida simbólica e populista? Finalizo parafraseando Jean-Paul Sartre: “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”.


(55) 3375-8899, (55) 99118-5145, (55) 99119-9065

Entre em contato conosco

Copyright 2017 ® Agora Já - Todos os direitos reservados