Time de Paulo Pezzolano perdeu para o Athletico-PR e já começa a competição pressionado
Foto: Colorado perdeu na estreia do Brasileirão 2026.
Renan Mattos / Agencia RBS A euforia pela vitória no Gre-Nal durou até a estreia no Brasileirão. Três dias depois de vencer o clássico, o Inter perdeu para o Athletico-PR no Beira-Rio e já começa a competição nacional com todos os alertas ligados. Ainda mais que os próximos adversários são Flamengo e Palmeiras, além de Remo e Atlético-MG fora de casa. Antes, tem o Caxias, certamente com reservas, no encerramento da primeira fase do Gauchão.
Mesmo que tenha sido dito desde o início que o Brasileirão seria prioridade, ficou nítido que o Gre-Nal 449 cobrou um preço. Vencê-lo foi bom, mas o desgaste para ter alcançado o 4 a 2 reduziu as forças do jogo de três dias depois. Isso foi admitido pelo técnico Paulo Pezzolano:
— Todos sabemos que depois de ganhar um clássico, um jogo muito intenso, que deixa mais do que pode, o time vai sentir um pouco. Mas todos deram o máximo contra o Athletico-PR, tivemos oportunidades contra um time que soube se defender. Conseguiram o que queriam, um gol cedo e depois se fecharam. Se faltarão pernas ou não, veremos, mas hoje é o que temos. Acho que poderíamos ter conseguido um pouco mais, mas o futebol é assim. Não deu, vamos tentar na frente — disse.
A escolha por Tabata na vaga de Carbonero, que estava desgastado, foi uma tentativa, segundo o técnico, de dar mais peso ao ataque. Alan Patrick ficou um pouco mais deslocado pela esquerda e Tabata pela direita. Mas isso não funcionou.
Ainda sobre a partida, Pezzolano lamentou as chances perdidas, especialmente a de Tabata, que carimbou um zagueiro depois de se livrar do goleiro antes de chutar. Para ele, aquele lance poderia ter mudado a dinâmica do jogo e aberto mais o adversário.
A direção tentará intensificar a busca por reforços. Alerrandro, centroavante do CSKA, é o alvo principal, mas o clube não conseguiu avançar. Derik Lacerda, do Cuiabá, foi observado, mas sem propostas, garantem dirigentes colorados. Sem eles, a aposta em meninos.
— Temos dado oportunidades aos meninos. Alguns estão indo bem, gosto de trabalhar com jovens, mas não posso apressá-los. Coloquei Raykkonen, de 17 anos, que precisa de ambiente e contexto para entrar. Falamos bastante em reforços, mas tem um aspecto financeiro que dificulta. Temos poucos jogadores acostumados com a Série A. Vão chegar novos jogadores, mas temos um grupo atual para fazer bem — comentou.
Com meninos, aliás, o Inter visitará o Caxias no sábado (31), na última rodada da primeira fase do Gauchão. Mesmo que seja uma equipe reserva, Pezzolano estará no banco. Ele dará treino pela manhã e viajará para a Serra à tarde. No meio da próxima semana, a equipe vai ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo.
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