O assunto é: FEMINISMO - Agora Já -

O assunto é: FEMINISMO



Francine Jurak Stamm

4 de outubro de 2018

Há uma frase célebre de Emma Watson que diz assim: “Quanto mais eu falo de feminismo, mais entendo que lutar pelos direitos das mulheres se tornou, em muitos casos, sinônimo de odiar os homens. Se tenho certeza de uma coisa é que isso tem de acabar. Se homens não precisam ser agressivos para serem aceitos, mulheres não se sentirão obrigadas a serem submissas. Se homens não precisam controlar, mulheres não precisarão ser controladas. Homens e mulheres devem se sentir livres para serem sensíveis. Chegou a hora de vermos o gênero como um espectro no lugar de ideologias opostas.”

Estima-se que o movimento feminista começou a ganhar força na França revolucionária de 1791, quando a dramaturga Olympe de Gouges organizou, junto de outras mulheres, uma resposta à Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão. A Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã pedia direito ao voto e à propriedade e acesso às instituições políticas. De Gouges foi guilhotinada em 1793, sob o argumento de ter traído a natureza de seu sexo.

A contar dos séculos 18 e 19, as ideias sobre o direito ao voto ganharam força. Em 1897, a britânica Millicent Fawcett fundou a União Nacional pelo Sufrágio Feminino. A grande vitória veio em 1918, quando o voto feminino foi legalizado no Reino Unido. Essa conquista se deve, em boa parte, à participação ativa das mulheres na 1ª Guerra, ganhando mais respeito na sociedade. Um ano depois, os EUA seguiram o exemplo. No Brasil, as mulheres ganharam o direito ao voto em 1932.

Esse é o movimento nato, que nasceu da luta das mulheres pelo direito de se colocar em posição digna na esfera social, através da qual puderam exercer a cidadania, trabalhar fora e sair da condição patriarcal a qual eram submetidas.

A partir de 1940, a pauta começou a ser ampliada, especialmente nos anos 80, com a descoberta da pílula anticoncepcional. Temas como a legalização do aborto, o fim da violência sexual e o combate a papéis sociais impostos às mulheres, como ser mãe e dona de casa, entraram na agenda.

Atualmente, temos uma rede interligada via web como cenário de debates acalorados sobre o assunto. Isso porque muitas mulheres não aceitam o comportamento de algumas militantes, que utilizam táticas pouco femininas e convencionais para “lutarem” por seus direitos. Há inúmeros episódios de feministas que mancham a origem de um movimento legítimo, expondo-se de maneira grotesca, como por exemplo: urinando em via pública, desrespeitando a fé alheia e usando performances descompassadas. Todavia, essas aparições não podem macular o significado de tudo aquilo que mulheres pioneiras passaram para que hoje as “femininas” tivessem condições honrosas de vida perante a sociedade.

O feminismo não é um clube de mulherzinhas, ele não faz distinção. Se você gosta de rosa e usar esmalte, ele te representa. Se você não gosta de se arrumar, ele te representa da mesma maneira.

Acredito, como mulher, que tudo o que foi alcançado historicamente deve ser reconhecido e respeitado, bem como as lutas que seguem por melhores condições para todas nós. O que não podemos aceitar é que essa bandeira se torne sinônimo de guerra contra homens e todas aquelas pessoas que discordam da conduta exacerbada vista frequentemente pelas ruas. O que não podemos concordar é que algumas mulheres usem o movimento para deturpar a imagem feminina de maneira inconveniente e desabusada.

Finalizo parafraseando Beyonce: “Sempre me considerei uma feminista, mas tenho medo dessa palavra porque as pessoas colocam uma carga muito grande nela. Precisamos mudar a percepção de como nos enxergamos. Na minha opinião, homens e mulheres se dão equilíbrio, e temos que chegar ao ponto em que ficamos confortáveis valorizando uns aos outros.”


(55) 3375-8899, (55) 99118-5145, (55) 99119-9065

Entre em contato conosco

Copyright 2017 ® Agora Já - Todos os direitos reservados