Homem suspeito de matar ex e pai dos filhos dela é encontrado morto em frente à BM de Santa Clara do Sul - Agora Já -

Homem suspeito de matar ex e pai dos filhos dela é encontrado morto em frente à BM de Santa Clara do Sul



Policiais relataram que ao chegarem ao local por volta das 6h depararam com o corpo de Elton Luiz Leuze. Vizinhos afirmam ter ouvido um disparo de arma de fogo por volta das 5h

Foto: Suspeita é de que o homem tenha tirado a própria vida. Bruno Todeschini / Agencia RBS
11 de fevereiro de 2026

Foi encontrado morto nesta quarta-feira (11) o suspeito de matar a ex-namorada e o ex-marido dela em Santa Clara do Sul, no Vale do Taquari. Segundo a Brigada Militar, o corpo de Elton Luiz Leuze, 58 anos, foi encontrado em frente à sede da corporação no início desta manhã.

Os policiais relataram que ao chegarem ao local por volta das 6h depararam com o corpo de Leuze em frente ao prédio da BM. Vizinhos afirmam ter ouvido um disparo de arma de fogo por volta das 5h. A suspeita é de que o homem tenha tirado a própria vida.

Leuze vinha sendo procurado pela polícia desde a manhã de terça-feira. Ele é suspeito de ter invadido a casa da ex-namorada com uma caminhonete e atirado contra pessoas no local.

Juliane Cristina Schuster, de 30 anos, que tinha medida protetiva contra Leuze, foi encontrada morta a tiros no banheiro de casa. O pai das duas filhas dela, Fabiano Luís Fleck, de 37, também foi atropelado e alvejado.

Além deles, o atual namorado de Juliane, um homem de 45 anos, também ficou ferido no ataque. Ele estava embaixo da caminhonete e foi retirado pelos bombeiros e socorrido ao Hospital Bruno Born, de Lajeado, em estado grave. Ainda na terça-feira, ele foi transferido para Porto Alegre, em razão da gravidade dos ferimentos.

Uma das filhas de Juliane, de cinco anos, estava na casa quando a mãe e o pai foram mortos. A menina permaneceu trancada durante toda a madrugada num dos quartos da residência, de onde pediu ajuda ao amanhecer de terça-feira.

Medida protetiva

Desde 24 de novembro de 2025, Juliane tinha medidas protetivas contra Elton. A vítima relatou à polícia naquele mesmo dia que manteve relacionamento de um ano e nove meses com ele. No entanto, depois de um episódio de violência familiar ela rompeu a relação. Juliane contou em novembro que havia iniciado um novo relacionamento e que, desde então, o ex havia aparecido com mais frequência no mercado onde ela trabalhava.

No dia em que procurou a polícia, Juliane disse ter recebido mensagens do ex e que respondeu que não gostaria que ele fizesse contato. Após, o homem teria ido até o trabalho dela, fazendo novas cobranças sobre a forma como ela havia lhe respondido. Juliane disse à polícia temer que ele seguisse lhe perturbando no trabalho e, em razão disso, pediu medidas protetivas. A vítima decidiu, no entanto, não representar criminalmente contra o ex.

O caso foi encaminhado à Justiça, que, no mesmo dia, concedeu à Juliane as medidas protetivas. A juíza Debora Gerhardt de Marque determinou que o homem estava proibido de se aproximar da vítima, de seus familiares e testemunhas, pela distância mínima de cem metros, e que também não podia manter qualquer forma de contato, inclusive por telefone ou mídias sociais.

Foi determinado também que ele não frequentasse mais o mercado onde Juliane trabalhava. A juíza decidiu ainda que Elton deveria comparecer aos grupos reflexivos de gênero e também ser submetido a atendimento psicossocial e participação em programa de recuperação e reeducação, inclusive sobre o uso de drogas e álcool. Na decisão, a juíza adverte que, caso descumpra alguma medida, o agressor pode ser preso em flagrante ou de forma preventiva.

A Justiça concedeu prazo de seis meses para a medida protetiva, ou seja, ela estava vigente quando aconteceu o crime. Depois de 24 de novembro, não há mais nenhuma ocorrência registrada pela vítima contra o ex, até acontecer o feminicídio nesta semana.

Além do caso de Juliane, o homem possui registros anteriores, nos anos de 2007, 2008 e de 2021. Num dos casos, uma mulher que manteve relacionamento com ele relatou ter sido ameaçada de morte e de agressão. A vítima relata que teve que se mudar de cidade, em razão das ameaças frequentes.

Fonte : GZH 
Foto : Bruno Todeschini / Agencia RBS

 


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