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Imbecilidade: o esporte de muitos

14 de junho de 2018

Se a seleção brasileira e a Copa não estão mais no gosto da maioria das pessoas, há um “esporte, o da imbecilidade que cresce a passos galopantes. Nos estados do Sul, sua prática é, infelizmente, muito maior. Não é com felicidade que se classifica os governadores do Paraná como estúpidos e esquálidos. Vamos repetir os fundamentos filosóficos desta classificação para que não haja margem para erros. Antes disso informamos que para os imbecis, de forma geral não é a lógica que conta e sim a crença.

Falando em crença, vale mencionar entre outros, artigo do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que citando o colega e professor do MIT Simon Johnson diz que a despeito de sua enorme importância como contribuintes para campanhas políticas, no ápice de sua influência o sistema financeiro não precisou comprar favores da mesma forma que a indústria do tabaco ou bélica. Washington, assim como Brasília (eu acrescento o Rio Grande do Sul que entregou parte do Banrisul), crê que grandes instituições financeiras e a livre mobilidade nos mercados de capitais são cruciais para o bem-estar no mundo.

Para Belluzzo em uma sociedade que celebra o ideal de ganhar dinheiro, é fácil inferir que os interesses do sistema financeiro são os mesmos que os do País, e os “vencedores” do setor sabem melhor do que os funcionários públicos de carreira. A fé no mercado financeiro converteu-se em senso comum, alardeada nos jornais e na tevê. Dinheiro, conexões pessoais e ideologia engendraram um poder político que confere ao sistema financeiro o veto sobre políticas públicas.

O economista brasileiro cita ainda outra colega a economista senior do Institute for New Economic Thinking, que expõe como a ideologia dos mercados propõe uma abordagem do orçamento e das finanças públicas camuflada em uma aura técnica e científica, transformada em ferramenta para manipular a opinião pública e servir ao interesse de poderosos. Total semelhança com o que faz a Globo da Sul: a RBSZelotes.

Políticos e funcionários do governo têm se valido do conceito de orçamento ciclicamente ajustado (CAB) para limitar a disponibilidade de políticas que pareçam viáveis para a comunidade. “Gestores públicos podem, dessa forma, evitar o aborrecimento de tomar responsabilidade política por suas escolhas: Nós temos de fazer! O orçamento determina! Por rádio, televisão e jornal as pessoas são “informadas” que precisam se sacrificar, aceitar cortes nos gastos sociais e menos direitos e benefícios trabalhistas, ou encarar a destruição da economia – tudo em nome da ciência econômica. O ajuste transformou-se em uma ferramenta para justificar cortes seletivos.

Essas são as premissas que regem a “ação” dos esquálidos e estúpidos governadores do Sul. A fundamentação filosófica para não aceitar tais crenças? Repito, ela advém da leitura de Paul Feyerabend para o qual os líderes limitados intelectualmente e cientes disso acabam tendo um único objetivo – a ambição de suas vidas – que é a de reduzir as pessoas “a seu próprio estado de esqualidez e estupidez”.

 

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
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Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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