Alessandro Barcellos, Paulo Pezzolano e Alan Patrick reclamaram de lances das duas finais
Foto: Arbitragem foi o principal alvo de críticas do Inter.
Mateus Bruxel / Agencia RBS Ainda havia muita indignação no ambiente colorado mesmo duas horas depois do encerramento do Gauchão. Foram insinuações sobre favorecimento ao Grêmio e muita, muita, muita reclamação contra arbitragem e, sem citar nominalmente, Federação Gaúcha de Futebol (FGF).
O técnico Paulo Pezzolano e o presidente Alessandro Barcellos após a partida e Alan Patrick ainda no intervalo questionaram as decisões da arbitragem como um todo. E, claro, em especial o lance do pênalti marcado e desmarcado para o Inter, ainda no primeiro tempo. Até mesmo o gol do 1 a 1 foi ironizado.
É que, na visão de Pezzolano, o pênalti em Borré só foi assinalado porque ocorreu aos 35 minutos do segundo tempo. E a essa altura, qualquer reviravolta estava inviabilizada.
— Chamaram o VAR para dar pênalti e vermelho quando faltavam cinco minutos. Isso era para ter sido marcado no primeiro tempo. Fiquei mais brabo porque no primeiro tempo dava tempo de tentar alguma coisa. No segundo tempo é fácil — disse o treinador.
O técnico foi além:
— Não sabia que o campeonato era para eles, se soubesse, teria ficado em casa. Deixem com a taça e era isso. O jogo legal, bem apitado, ganhamos nós.
Depois dele, o presidente Alessandro Barcellos também se manifestou. Ele criticou a arbitragem e o que considerou ser um condicionamento do Grêmio. Leu, inclusive, a declaração do vice de futebol tricolor, Antônio Dutra Júnior, que acusou “as manifestações de dirigentes, influencers e jornalistas de serem orquestradas”.
— É o Gauchão mais manchado da história. O que aconteceu hoje (domingo) e no primeiro jogo nunca mais será esquecido. São fatos que culminaram com a atuação de arbitragem. E que já no final, erra também. Era para amarelo (a falta de Wagner Leonardo). Mas acho que deu o cartão pela vergonha, estava feio já.
Antes, Alan Patrick já tinha dado o tom do que viria. No intervalo, declarou:
— Estragaram a final de 2026.
Claro que teve outras análises, alguns reconhecimentos de falhas tanto durante o jogo quanto de montagem de grupo. Teve também reconhecimento à torcida, que encheu o estádio mesmo com toda a desvantagem e apoiou o time, ironizou a arbitragem. E até uma perspectiva para a sequência da temporada. Mas isso tudo ficou para depois. A cabeça estava quente demais no lado colorado.
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