Inter exclui duas torcidas mais numerosas após brigas e facadas - Agora Já -

Inter exclui duas torcidas mais numerosas após brigas e facadas

8 de dezembro de 2011

As arquibancadas do Beira-Rio sofreram uma revolução na tarde desta quinta-feira. A Guarda Popular e sua dissidência, a Popular do Inter, torcidas mais numerosas do clube, deixaram de existir, pelo menos de forma oficial, por decisão da diretoria. É uma reação do Inter às brigas registradas nesta quarta, após o jogo festivo de Fabiano, ídolo dos anos 90, que se despediu dos gramados. Quatro torcedores ficaram feridos, três deles com cortes provocados por objetos perfurantes – facas e estiletes. Uma pessoa foi detida e liberada em seguida, após prestar depoimento por agressão corporal.

A diretoria analisa imagens de câmeras para identificar os agressores. Eles serão expulsos do quadro social, garante o diretor de torcidas organizadas do Inter, Luís Fernando Martins. As torcidas têm até as 18h de segunda-feira para desocupar as salas que têm no Beira-Rio. É, segundo o clube, uma decisão irreversível.

– A direção chegou a seu limite. Recebemos milhares de reclamação pelas ações dessas torcidas – disse Martins.

A diretoria decidiu radicalizar a relação com as torcidas depois dos incidentes de quarta-feira. Já haviam ocorrido brigas no Gre-Nal de domingo. O cenário só piorava. São dois grupos inimigos, já que a Popular do Inter nasceu de pessoas insatisfeitas com o comando da Guarda Popular. Entre elas, havia uma briga por poder. E o resultado foi uma série de atos de violência em um estádio antes pacífico.

Na prática, a ação representa o fim dos privilégios para os dois grupos. Eles não poderão mais acessar o Beira-Rio com instrumentos musicais. Não poderão mais exibir suas faixas. Não terão mais valores de ingressos abatidos em viagens. E não poderão mais ocupar salas no Beira-Rio.

Como não são torcidas organizadas, e sim grupos de sócios, os torcedores poderão acessar o mesmo espaço de antes nas arquibancadas. O clube não tem como proibir isso. Mas não estarão presentes lá, garante a diretoria, as pessoas envolvidas em agressões.

Imagens das cenas de violência da quarta-feira serão liberadas pelo Inter para a polícia e para o Ministério Público. Por meia delas, a ideia é identificar e punir, no âmbito do clube e da Justiça, os agressores.

Globoesporte.com


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