Justiça mantém prisão preventiva de Alexandra Dougokenski, acusada de matar o filho em Planalto - Agora Já -

Justiça mantém prisão preventiva de Alexandra Dougokenski, acusada de matar o filho em Planalto



Ré teve prisão temporária convertida em preventiva em 13 de julho. Ela responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
13 de outubro de 2020

A juíza Marilene Parizotto Campagna, da comarca de Planalto, no Norte do RS, prorrogou a prisão preventiva de Alexandra Salete Dougokenski. Ela é acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em maio deste ano.

A conversão da prisão de Alexandra de temporária em preventiva ocorreu em 13 de julho, um mês após a prorrogação da prisão temporária por 30 dias. O Ministério Público havia manifestado, na semana passada, a intenção pela manutenção da prisão, enquanto que os advogados de defesa representaram pela soltura da ré.

“Em que pesem as relevantes alegações da parte autora, até o momento não aportou aos autos elementos fáticos aptos a infirmar a decisão que decretou a prisão preventiva da acusada”, disse, no despacho, a magistrada.

O advogado Jean Severo, que representa Alexandra, afirma que a decisão da magistrada será respeitada, e que tese defensiva de autoria do crime por parte do pai de Rafael será provada no decorrer do processo.

A decisão de segunda-feira (12) atende a determinação de revisão das prisões preventivas a cada 90 dias. Alexandra permanece detida na Penitenciária Municipal de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Relembre o caso

Rafael Mateus Winques, de 11 anos, estava desaparecido desde o dia 15 de maio, em Planalto. Dez dias depois, a Polícia Civil encontrou o corpo do menino em uma caixa de papelão no terreno em frente à casa em que morava com a mãe e o irmão.

Alexandra admitiu o crime, em depoimento à polícia, mas alegou se tratar de morte acidental por excesso de dosagem em um medicamento.

No entanto, um laudo do Instituo Geral de Perícias apontou como causa da morte asfixia mecânica por estrangulamento. Alexandra, então, mudou a versão apresentada e admitiu o estrangulamento.

O Instituto Geral de Perícias realizou um trabalho de reconstituição e apontou contradições nos depoimentos.

Em julho, o Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou Alexandra por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

Em setembro, o pai, uma professora e o então namorado da mãe foram ouvidos na primeira sessão da audiência sobre o crime. A segunda, marcada para a semana passada, foi cancelada após defesa e acusação não terem acesso aos anexos do processo.

*Fonte: G1 RS


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