Lewandowski autoriza Estados e municípios a vacinar adolescentes sem aval do Ministério da Saúde - Agora Já -

Lewandowski autoriza Estados e municípios a vacinar adolescentes sem aval do Ministério da Saúde



Liminar reforça entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a competência de governadores e prefeitos para traçar medidas de enfrentamento à pandemia

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
21 de setembro de 2021

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (21) que Estados e municípios têm autonomia para continuar a campanha de vacinação de adolescentes contra a covid-19. A liminar reforça o entendimento que vem sendo usado pelo tribunal desde o início da crise sanitária sobre a competência concorrente de governadores e prefeitos para traçar medidas de enfrentamento à pandemia.

A decisão foi tomada em uma ação movida por cinco partidos de oposição — PSB, PCdoB, PSOL, PT e Cidadania. As siglas acionaram o STF contra a nota do Ministério da Saúde que recomendou a suspensão da imunização na faixa etária de 12 a 17 anos para pessoas sem comorbidades.

Ao dar a liminar, o ministro determinou que ela seja submetida ao crivo dos colegas em julgamento no plenário virtual previsto para começar em 1º de outubro. Os ministros vão votar se mantêm ou não a decisão individual.

Em sua decisão, Lewandowski disse que a mudança de orientação do Ministério da Saúde foi “repentina” e não encontra amparo em evidências acadêmicas ou critérios científicos e técnicos. Na contramão do governo federal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a indicação para vacinação dos adolescentes.

“Qualquer que seja a decisão concernente à inclusão ou exclusão de adolescentes no rol de pessoas a serem vacinadas, ela deverá levar em consideração, por expresso mandamento legal, as evidências científicas e análises estratégicas em saúde”, escreveu o ministro.

Ao emitir a recomendação na semana passada, o Ministério da Saúde disse que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”.

Lewandowski, por sua vez, afirmou que a decisão foi “intempestiva e, aparentemente, equivocada”. Ele também considerou que a interrupção da campanha de imunização pode favorecer o avanço da pandemia, sobretudo no contexto de retomada das aulas presenciais.

O advogado Rafael Carneiro, que representa o PSB na ação, comemorou a decisão.

— O Supremo privilegia, mais uma vez, o direito à vida e à saúde, e garante a atuação dos Estados e municípios em meio às políticas desastrosas do governo federal no combate à pandemia — disse.

 

*Fonte: GZH


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