Líderes de facções transferidos serão levados para presídios de Mato Grosso do Sul e Rondônia - Agora Já -

Líderes de facções transferidos serão levados para presídios de Mato Grosso do Sul e Rondônia



Operação Império da Lei tem o objetivo de isolar criminosos de grande periculosidade

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3 de março de 2020

Os 18 líderes de facções criminosas do Rio Grande do Sul transferidos para penitenciárias federais nesta terça-feira (03) vão ficar em presídios do Mato Grosso do Sul e de Rondônia. Os criminosos serão distribuídos entre a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) e a de Porto Velho (RO). Não foram detalhados quem são e quantos são os presos que irão para cada um dos presídios.

A megaoperação de transferência de detentos, denominada como Império da Lei, foi realizada na manhã desta terça-feira, quando os líderes de facções criminosas foram retirados da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) e da Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas (PMEC).

O objetivo da ação para isolar criminosos com grande periculosidade é evitar que comandantes das quadrilhas sigam organizando as facções, mesmo de dentro dos presídios. Segundo as autoridades, boa parte dos homicídios no Rio Grande do Sul ainda tem como pano de fundo o tráfico de drogas.

A ação contou com 1,3 mil agentes de segurança pública. Os presos foram levados de helicóptero dos presídios de Charqueadas até a Base Aérea de Canoas, em um trajeto de 84 quilômetros que durou cerca de 13 minutos. Da Região Metropolitana, os detentos foram transportados em aviões federais para os outros estados.

VEJA QUEM SÃO OS PRESOS TRANSFERIDOS:

Ivan Richetti:

Conhecido como Carreta, com pena até 2087 por assaltos e roubos de carros, foi flagrado em investigações ordenando crimes por telefone de dentro da PASC. Em conversas gravadas em 2015, admitiu organizar o tráfico de drogas e assaltos, além de mandar matar desafetos.

Apuração da Polícia Civil indicou que ele fazia milhares de ligações a partir de sua cela. Naquele ano, também falava em mandar metralhar delegacias.

Vladimir Cardoso Soares:

Conhecido como Xu, é apontado como um dos líderes do tráfico na Vila Maria da Conceição, em Porto Alegre. Tinha sido preso em 2013, sob suspeita de homicídio e por comandar uma guerra por controle de pontos de drogas. Têm antecedentes por tráfico e porte ilegal de arma.

Em julho de 2019, foi indiciado por coautor das mortes dos policiais militares Rodrigo da Silva Seixas, 32 anos, e Marcelo de Fraga Feijó, 30 anos, durante confronto com dois criminosos na Vila Maria da Conceição, ocorrido dias antes.

Xu, 50 anos, já tinha contra si uma ordem de prisão preventiva e acabou capturado em agosto do ano passado em Laguna (SC).

Liomar Antônio de Oliveira:

Acusado de tentativa de homicídio, roubo e receptação em São Leopoldo, em 2017, foi sentenciado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em dezembro de 2018 a 20 anos de prisão.

Diogo Dutra Cachoeira:

Natural de Canoas, 35 anos, conhecido como Sadol, tem envolvimento com uma quadrilha de traficantes no bairro Rubem Berta, na Zona Norte de Porto Alegre. Tem condenação por homicídio, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas, que somam 57,6 anos de prisão, até 2071.

Bruno Fernando Sanhudo Teixeira:

Apontado como um dos mais violentos chefes de quadrilha, que compraria armas contrabandeadas por policiais uruguaios, Biboy, 30 anos, comandava uma quadrilha na Vila dos Sargentos, em Porto Alegre, onde teria envolvimento na morte de uma líder comunitária. Pelo crime, foi condenado a 24 anos de prisão.

Em agosto de 2017, já havia sido condenado pela morte de dois homens no Beco dos Cafunchos, também na Capital. Ele ainda é acusado de ser o mandante do ataque que resultou na morte do empresário Marcelo Oliveira Dias, 44 anos. A vítima foi executada por engano dentro de seu carro no estacionamento do supermercado Zaffari da Cavalhada. Biboy tem penas a cumprir até 2051.

Márcio Fabiano de Carvalho:

Investigado por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, Márcio Gordo, ligado a uma facção do Vale dos Sinos, já esteve em prisões federais no Paraná e em Rondônia, onde manteve contatos com criminosos de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Investigação da polícia apontou envolvimento dele em um plano para executar juízes, policiais e um agente da Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE) de Novo Hamburgo, que foi assassinado em uma emboscada no início de 2017.

Tiago Rafael Leges Ferreira:

Dos 18 presos transferidos para penitenciárias federais, é o que tem a maior condenação. As penas de 12 processos somam 137 anos e 11 meses por cinco crimes de roubos, cinco por tráfico de drogas e um por furto, além do latrocínio que vitimou Gilberto Bittencourt Silveira, ex-coordenador da 18ª Região Tradicionalista (Campanha e Fronteira Oeste).

Chamado de Tiago Mochilão, 34 anos, é apontado como líder de uma facção do Sul do Estado e tinha sido transferido para Charqueadas, em 2018, na Operação Pulso Forte, em alusão à Operação Pulso Firme, que transferiu 27 líderes de facções para fora do Rio Grande do Sul, em 2017. Tiago começou a cumprir as punições em dezembro de 2008 com término previsto em abril de 2147.

Emerson Alex dos Santos Vieira:

Chamado de Romarinho, é apontado como sendo o mandante, de dentro da cadeia, do triplo homicídio, em setembro de 2018, que matou a tiros de fuzil um casal e a filha após a festa de aniversário da criança, em Porto Alegre. O alvo seria o pai da menina Alice Beatriz Rodrigues, Douglas Araújo da Silva, 29 anos. A mãe do bebê, Sabrine Panes Rodrigues, 24 anos, estava grávida de quatro meses.

Antes deste crime, Romarinho já somava 24 anos e nove meses de prisão, até agosto de 2035, por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de armas e falsificação de documento.

Luiz Fernando de Oliveira Jardim:

Migrou de assaltos a bancos para o tráfico de drogas e controlava uma região na Restinga, na Zona Sul da Capital. Ligado a uma facção com base no Vale dos Sinos, era um dos criminosos que fugiriam, em 2017, por um túnel que estava sendo construído ao lado do Presídio Central em Porto Alegre.

Luís David Amaral de Souza:

Conhecido como Smile, natural de Porto Alegre, completa 40 anos no próximo sábado (07). Em 2014, era apontado pela polícia como um expoente do tráfico de drogas na Vila Maria da Conceição, na Capital. Tem penas que somam 68 anos e quatro meses de prisão, até 2081, por crimes de homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

Rogério Soares:

Conhecido como Véio, 37 anos, acumula 99 anos e dois meses em penas, dos quais já cumpriu 20 anos e quatro meses. A previsão para o término do cumprimento das penas é em setembro de 2078. Ele tem condenações por falsificação de documento, receptação, homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, roubo e tráfico de drogas.

Cristian dos Santos Ferreira:

Nascido em Porto Alegre, há 35 anos, tem condenação de 38 anos e dez meses por crimes de homicídio e roubo. É conhecido como Nego Cris.

Michel de Souza Silva:

Chamado de Michelzinho ou Miuk, 33 anos, tem condenações por porte ilegal de arma, roubos, dois homicídios qualificados, tráfico de drogas e organização criminosa, com uma pena total de 65 anos e três meses, dos quais já cumpriu sete anos e cinco meses. A previsão para o término do cumprimento das sentenças é dezembro de 2077.

Giordany Bonocore da Silva:

Conhecido como Jogador, fez parte das categorias de base do Grêmio, abandonando o futebol precocemente ao se envolver com o tráfico de drogas no bairro Restinga, na Capital. É acusado do homicídio de rival na Vila Maria da Conceição, em Porto Alegre. Em 2013, aos 18 anos, era um dos criminosos mais procurados pela Polícia Civil.

Leandro Ribeiro Pereira:

Chamado de Bazilio, 33 anos. Com condenação por tráfico de drogas, tem 11 anos e três meses de pena, dos quais já cumpriu quatro anos e nove meses. Estava recolhido na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas (PMEC).

Alexandre dos Santos Teixeira:

Chamado de Chaves, 42 anos, tem condenações por tráfico de drogas, roubo e extorsão, e duas vezes por homicídio qualificado, além de uma tentativa. Acumula 65 anos e nove meses de pena, dos quais já cumpriu 23 anos. O término do cumprimento das sentenças só ocorrerá em outubro de 2062.

Marizan de Freitas:

Conhecido como Maria, de 32 anos, tem condenações por tráfico de drogas e tentativa de homicídio. As penas somam 38 anos e três meses de prisão, dos quais já cumpriu seis anos e cinco meses.

Wagner Wilian Domingues da Cruz:

Apelidado de Vavá, 26 anos, foi indiciado, assim como Xu, por envolvimento na morte de dois policiais militares na Vila Maria da Conceição, na Capital, em 2019.

Investigado pela polícia como suspeito de outros homicídios, era um dos mais procurados em 2014, quando foi preso ao visitar a família no Dia dos Pais, na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre.

 

FONTE: Gaúcha ZH


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