Mesmo com público restrito, feira da Agricultura Familiar tem estreias e boas vendas na Expointer - Agora Já -

Mesmo com público restrito, feira da Agricultura Familiar tem estreias e boas vendas na Expointer



Pavilhão é uma das atrações que mais reúnem frequentadores durante a exposição e já comercializou mais de R$ 930 mil desde a abertura

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS
8 de setembro de 2021

Uma das atrações mais tradicionais e queridas do público na Expointer, o Pavilhão da Agricultura Familiar voltou à edição deste ano em modelo mais próximo do realizado antes da pandemia. Em 2020, as vendas no espaço ocorreram somente por drive-thru, o que limitou a presença e a comercialização dos produtores. Este ano, o clima nos corredores é de otimismo pela retomada e também de matar a saudade da clientela.

A feira é uma grande vitrine do que é produzido no Estado. Pensando nessa visibilidade, a cachaçaria Harmonie Schnaps, do município de Harmonia, sempre prepara lançamentos para a exposição. Este ano, dois rótulos são os grandes sucessos na banca: uma cachaça de edição limitada e envelhecida no carvalho americano por 16 anos que custa R$ 600 a garrafa, e outra, mais modesta, envelhecida há seis anos em um barril de carvalho americano e francês. Essa última sai por R$ 130 a garrafa.

— Todos os anos a gente deixa para lançar algo na Expointer. O pessoal já vem perguntando qual é a novidade — conta o proprietário da marca, Leandro Hilgert.

A cachaçaria tem espaço na feira desde 2006. No ano passado, participou da experiência em drive-thru, mas vendeu cerca de 20% do faturamento que fez na edição anterior, antes de eclodir a pandemia. Para este ano, a projeção é de chegar a 50% do valor comercializado em 2019.

A edição também é de estreias. Quinze agroindústrias estão participando da Expointer pela primeira vez. Uma delas é a Skillo Nozes, de Arroio do Tigre, que vende a semente oleaginosa em versão natural, caramelizada ou em trufa. A marca era uma empresa individual e ganhou status de agroindústria após investimento. A mudança abriu caminho para participar da feira, e os primeiros dias de vendas já demonstram que valeu a pena:

— Estamos adorando, é uma nova experiência. Um fala para o outro (sobre o produto) e muitos vêm comprar — diz a produtora Vera Lucia Schubert Bilhan.

Perto da banca de nozes, o sabor de estreia é celebrado também pela Queijaria Celeiro. O representante comercial Felipe Flores conta que a empresa nasceu quase junto da pandemia, o que se tornou um grande desafio para a sustentabilidade do negócio. Na Expointer, estão tendo a oportunidade de divulgar a marca de Crissiumal amplamente. Queijo colonial tradicional e temperado são as apostas da edição, mas o portfólio deve crescer nas participações futuras.

— Está sendo importante para saber como funciona a feira e observar o que tem que melhorar — diz o proprietário Ivanor Schmidt, que já quer voltar no ano que vem e pretende quadruplicar a produção para diversificar a linha de queijos.

Por falar em estreia, esta também é a primeira edição tendo o Pix como forma de pagamento. A modalidade de transferência de dinheiro estreou em novembro do ano passado e já é sucesso na Expointer. A placa indicando o QR Code está presente na maior parte das bancas.

— É uma tecnologia que facilita muito. A pessoa me transfere, já fico conferindo aqui e deu — resume o apicultor Rui Model, da Mel Apis Gramado, do município na serra gaúcha.

— Muitos vêm com pouco ou sem dinheiro, então as pessoas pedem pelo Pix. É bom que não tem taxa, entra limpinho na conta — concorda o produtor Ademir Bruismann.

A facilidade tem se convertido em vendas. À frente da banca de embutidos Genesio Hammes Alimentos, de Arroio do Meio, Bruismann conta que no terceiro dia de feira já havia batido metade da meta traçada para os noves dias de Expointer.

Desde sábado (4), quando abriram os portões, o Pavilhão da Agricultura Familiar já movimentou mais de R$ 930 mil. Nem mesmo o baixo movimento de pessoas por causa da chuva tem desanimado. Há produtores que inclusive preferem os dias de corredores não tão lotados para explicarem melhor os seus produtos.

Segundo o assessor de Política Agrícola e Agroindústrias da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Jocimar Rabaioli, os produtores foram para Esteio já sabendo que seria uma feira diferente devido à restrição de público. Na Expointer, podem circular até 15 mil visitantes por dia. No Pavilhão da Agricultura Familiar, o número máximo permitido é de 800 pessoas simultaneamente.

— Tem o fator do público limitado, mas o grande objetivo dessa edição é a retomada. O drive-thru ajudou bastante no ano passado, mas nada substitui a venda tradicional. A feira dá oportunidade de o consumidor conversar e conhecer as peculiaridades de cada produto, coisa que a venda online não tem — avalia Rabaioli.

— Esse pessoal todo sofreu muito com a pandemia. São dois anos de feiras nos municípios interrompidas e sem venda de porta em porta. Mais do que vender, é o recomeço de um ciclo — complementa o coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Douglas Cenci.

 

*Com informações de GZH


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