Mesmo com vacina, câncer do colo de útero está entre os quatro que mais afetam mulheres; veja como prevenir - Agora Já -

Mesmo com vacina, câncer do colo de útero está entre os quatro que mais afetam mulheres; veja como prevenir



Rio Grande do Sul registrou o 4º maior número de novos casos de câncer de colo do útero no país, segundo dados do Painel Oncologia do Ministério da Saúde

Foto: Maioria dos casos estão ligados à infecção pelo papilomavírus humano (HPV) SewcreamStudio / stock.adobe.com
25 de março de 2026

O câncer de colo de útero é um dos poucos que disponibiliza vacina para a prevenção e, mesmo assim, é o quarto que mais afeta mulheres no RS. Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima que cerca de 690 mulheres gaúchas devem receber o diagnóstico positivo neste ano.

A maioria dos casos estão ligada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV). A infecção é prevenível com vacinação, e seu quadro mais grave pode ter risco reduzido por exames regulares e tratamento adequado.

Conforme o médico cirurgião Lucas Zanini, que atua na área da ginecologia oncológica no Hospital de Clínicas de Ijuí, no noroeste do Estado, mesmo com vacina e formas de prevenção claras, muitas pacientes são diagnosticadas já em fase avançada da doença:

— A vacina é muito importante. Ela já demonstrou que diminui o risco de lesões pré-invasivas e diminui a incidência do câncer de colo uterino. Mesmo com a disponibilidade na rede pública de saúde, a gente continua a se deparar em consultório com alta incidência desse tumor. É preciso estar atento e seguir as medidas de prevenção.

O acompanhamento mais recente feito no Estado, em 2024, mostrou que a situação exige atenção. O Rio Grande do Sul registrou o 4º maior número de novos casos de câncer de colo do útero no país, segundo dados do Painel Oncologia, do Ministério da Saúde.

Somente em 2024, foram registrados 1.426 casos e 449 mortes em decorrência deste tipo de câncer no Estado. As faixas etárias mais acometidas são de mulheres entre 40 e 49 anos (426 casos), seguido de 30 a 39 anos (325 casos).

Sintomas e como prevenir

O HPV é um vírus transmitido sexualmente quando há contato com pele ou mucosa infectada. Alguns subtipos causam verrugas e lesões enquanto outras podem causar tumores no colo do útero, anus, pênis e garganta. Em todos, há cura com tratamentos e a vacina é a forma de prevenção mais efetiva.

No caso específico do colo de útero, muitos casos são assintomáticos, mas ainda assim podem transmitir o vírus. como explica o médico Zanini:

— Geralmente a infecção é assintomática nos estágios iniciais. Pacientes com sintomas têm sangramento ou corrimento com odor, esses são os mais comuns. Mas, em pacientes que adquirem o vírus de baixo risco, a sintomatologia pode se manifestar através de verrugas genitais. Geralmente, vírus de baixo risco não evolui para câncer de colo uterino — comenta o médico.

Embora a infecção inicial seja silenciosa, sintomas podem surgir em fases mais avançadas. Os mais comuns são:

  • sangramento vaginal anormal
  • corrimento vaginal, às vezes com odor forte
  • dor pélvica
  • perda de peso.

As primeiras manifestações, como verrugas genitais, podem surgir em semanas ou meses. Mas as lesões precursoras do câncer podem demorar anos para surgirem.

Por isso, a recomendação é de realizar o exame preventivo a cada três anos, e o teste de HPV a cada cinco.

Vacinação

Bruno Todeschini / Agencia RBS
Vacinação está disponível para meninas e adolescentes de 9 a 19 anos (excepcionalmente até junho)Bruno Todeschini / Agencia RBS

A vacina contra o HPV é a principal estratégia para evitar o câncer de colo do útero. Ela também previne outros tipos de tumores, como de ânus, pênis, boca e orofaringe.

Na rede pública, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a vacina para meninas de nove a 14 anos e imunossuprimidos. O público infantil e adolescente foi escolhido para que o sistema imunológico esteja completo antes de começar a idade sexual, dando ao organismo a capacidade de responder melhor à exposição ao vírus.

Onde se vacinar em Passo Fundo

De forma excepcional, até junho deste ano, a imunização foi ampliada também para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.

A vacina está disponível na rede básica de saúde de Passo Fundo para os grupos prioritários (veja lista abaixo). Os horários de atendimento podem ser consultados através do site da prefeitura.

Maiores de 20 anos, mesmo que fora do público que recebe a vacina de graça, podem tomar a vacina na rede privada. A indicação é de que qualquer pessoa, até 45 anos, tome a dose. Em Passo Fundo, os valores da dose nonavalente variam entre R$ 980 e R$ 1,2 mil.

Podem se vacinar de forma gratuita pelo SUS:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos
  • Adolescentes de 15 a 19 anos (até junho)
  • Pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos (imunossuprimidos)
  • Vítimas de abuso sexual
  • Pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PPR)
Fonte : GZH 
Foto : SewcreamStudio / stock.adobe.com

 


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