Meu filho esta mordendo os outros. O que fazer? - Agora Já -

Meu filho esta mordendo os outros. O que fazer?

6 de fevereiro de 2018

Na infância, sobretudo antes dos dois anos é comum observar as crianças terem comportamentos de morder. Se não ocorrer excessivamente este comportamento pode não significar necessariamente agressividade e ser considerado normal porque é dessa forma que a criança pode esta tentando comunicar algo ou demonstrar emoções como uma resposta a uma frustração, curiosidade ou, ainda, o incômodo do nascimento dos dentes.

A atitude se explica também pelo fato de a boca ser a primeira fonte de alimento e prazer para os pequenos, desde a amamentação. Este comportamento vai acontecer principalmente quando a linguagem ainda não é totalmente dominada, com o tempo o comportamento pode aparecer e rapidamente desaparecer à medida que a criança vai amadurecendo e encontrando outras formas de exploração do ambiente, assim as mordidas serão substituídas pela fala e por outras formas mais elaboradas de expressão.

É importante que quando a criança tenha a atitude de morder que o adulto a afaste da situação e demonstre que aquilo não é aceitável, mas sem o uso de violência é claro. É preciso chamar a atenção para que não se torne um hábito. Por menor que a criança seja, ela vai entender que aquilo não agradou. Não ria ou demonstre que achou graça da mordida. Além de demostrar que sentiu dor, que machuca, pode-se fazer carinho no local da mordida, dizendo, por meio do gesto, que isso sim é uma maneira sadia de expressar afeto.

Quando a mordida é entre crianças, a recomendação é mostrar àquela que mordeu que seu ato machucou o coleguinha e que agora ela terá de cuidar dele para que se sinta melhor. Outra questão que pode estar influenciando no comportamento de algumas crianças é quando esta convive com adultos que gostam de “morder como uma forma de brincadeira”, algumas crianças entendem que esse ato é natural para expressar carinho, levando-as à reprodução, só que acabam fazendo uso dos dentes e da força que ainda não controlam.

Em todos os casos a conversa é a melhor saída. Porém, quando ultrapassar os dois anos e acontecer com frequência é preciso atenção, nesses casos, é válido consultar um psicólogo (a) para buscar entender melhor o que esta acontecendo, quando o morder é persistente este pode ser um sinal de que algo não vai bem ou que a criança esteja sofrendo algum problema emocional.

 

Ciana Dill – Psicóloga de crianças, adolescentes e adultos
Especialista em problemas do desenvolvimento na infância e adolescência | Formação em processos do luto e da perda
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