Ministros se dividem no julgamento sobre formação de quadrilha - Agora Já -

Ministros se dividem no julgamento sobre formação de quadrilha

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23 de outubro de 2012
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão divididos no julgamento sobre formação de quadrilha no esquema do mensalão. Logo no início da sessão desta segunda-feira, Rosa Weber e Cármen Lúcia acompanharam o revisor, Ricardo Lewandowski, absolvendo os 13 réus acusados de formação de quadrilha. Depois, o ministro Luiz Fux seguiu o relator, Joaquim Barbosa. Ele inocentou Ayanna Tenório e Geiza Dias, mas condenou os demais acusados. Na sequência, Antonio Dias Toffoli também acompanhou o revisor, absolvendo todos os acusados. Com isso, as duas já estão absolvidas do crime pela maioria dos ministros. Já Gilmar Mendes votou pela condenação de 11 dos 13 réus, seguindo Barbosa. Todos os membros da Corte devem votar na sessão e o último capítulo deve ser concluído.
Nesta etapa, os denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo crime são o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério, o sócios dele Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, o advogado Rogério Tolentino, a ex-diretora de agências de publicidade Simone Vasconcelos, as funcionárias Geiza Dias e Ayanna Tenório, além da cúpula do Banco Rural, formada por Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane.
A análise do capítulo começou na quinta-feira passada. Barbosa condenou 11 e inocentou dois réus – Geiza Dias e Ayanna Tenório. Já Lewandowski votou pela absolvição de todos os acusados. Para ser condenado ou absolvido, são necessários os votos de seis dos 10 ministros da Corte.
A expectativa é que o julgamento do mensalão seja concluído até quinta-feira, quando devem ser conhecidas as penas para os condenados. Na ocasião, também deve ser resolvidos o resultado dos empates que se formaram ao longo da votação. Isso porque, segundo o presidente da Casa, Carlos Ayres Britto, os ministros ainda podem mudar o voto.
A pedido de Barbosa, o julgamento do mensalão foi acelerado e terá sessão extra nesta terça-feira. Ele pretende viajar para a Alemanha na próxima segunda-feira, para fazer um tratamento de saúde. A previsão é que nenhum dos acusados seja preso este ano. Segundo o ministro Celso de Mello, a prisão imediata dos condenados é inconstitucional.

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