Foto: O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), prestou apoio, nesta terça-feira, 3 de março, à operação deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para combater uma organização criminosa com atuação interestadual voltada ao tráfico de animais silvestres. No Estado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Pelotas e Glorinha.
A operação teve abrangência nacional, com o cumprimento de medidas judiciais em 27 municípios de cinco estados – Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, totalizando 20 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão. As investigações apontam a atuação de uma organização criminosa especializada na falsificação de documentos, anilhas e chips para dar aparência de legalidade ao comércio ilegal de animais silvestres, como aves, répteis e mamíferos, mantidos em cativeiro sem autorização dos órgãos ambientais.
NO RS
No Rio Grande do Sul, os mandados cumpridos em Pelotas e Glorinha, com apoio da Brigada Militar, tiveram como foco apurar a atuação de dois investigados que integravam a logística da organização criminosa, envolvidos no tráfico e no transporte ilegal de animais silvestres. Segundo a investigação, eles participavam das tratativas, da entrega e do deslocamento clandestino dos animais, que eram destinados, inclusive, a eventos turísticos na Serra gaúcha.
Segundo o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, o apoio do MPRS à operação reforça a relevância da cooperação institucional no combate ao crime organizado. “A atuação integrada entre os MPs estaduais e a troca de informações com o Ministério Público de Santa Catarina foram fundamentais para identificar a participação da organização criminosa no Rio Grande do Sul, especialmente na logística e no transporte ilegal de animais silvestres, garantindo uma resposta mais eficaz no enfrentamento aos crimes ambientais”, destacou.
INVESTIGAÇÃO
A análise de material apreendido em outra operação deste tipo, em 2024, revelou novos elementos que motivaram a deflagração da operação desta terça-feira, reforçando a atuação integrada entre os Ministérios Públicos estaduais no enfrentamento aos crimes ambientais, à criminalidade organizada e na proteção da fauna. A chamada “Operação Aruana”, deflagrada nesta terça-feira, recebeu esse nome por remeter à “sentinela da natureza”, simbolizando a atuação como guardiã da fauna no combate ao tráfico de animais.
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