Mulher e homem são encontrados mortos no interior de Santa Clara do Sul; RS chega a 13 feminicídios no ano - Agora Já -

Mulher e homem são encontrados mortos no interior de Santa Clara do Sul; RS chega a 13 feminicídios no ano



No interior da residência também foi localizada uma criança que, segundo a Polícia Civil, foi entregue aos cuidados de um familiar

Foto: Crime abalou a cidade de pouco menos de 7 mil habitantes. Brigada Militar / Divulgação
10 de fevereiro de 2026

Juliane Cristina Schuster, 30 anos, e o ex-marido dela Fabiano Luís Fleck, 37, foram encontrados mortos em uma residência localizada na Rua das Flores, no interior de Santa Clara do Sul, no Vale do Taquari, na manhã desta terça-feira (10).

Uma terceira pessoa — apontada como sendo o atual namorado de Juliane — foi localizada com ferimentos, sendo socorrida e encaminhada para o Hospital Bruno Born, em Lajeado, onde segue internada em estado grave. O crime teria ocorrido na noite de segunda-feira (9).

Juliane foi encontrada morta com marcas de tiros dentro da casa. O ex-marido estava na garagem. Ele apresentava marcas de tiros e de atropelamento. O corpo estava sob uma caminhonete modelo Amarok.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito dos crimes é um outro ex-companheiro de Juliane, um homem de 45 anos. Ela tinha medida protetiva de urgência contra ele.

O suspeito está foragido e é procurado pela polícia. Conforme a Brigada Militar, o homem é o proprietário da Amarok encontrada na residência.

A filha de Juliane e Fabiano, uma menina de 6 anos, foi encontrada com vida trancada em outro cômodo da casa. Segundo a Polícia Civil, ela foi entregue aos cuidados de familiares.

 Com a morte de Juliane, o RS chega a 13 feminicídios no ano.

BM acionada

Uma guarnição da BM foi acionada na manhã desta terça-feira após a informação de que um veículo – uma caminhonete Amarok – havia invadido a garagem de uma residência. No local, os policiais constataram a presença do automóvel, que colidiu contra o imóvel, e localizaram dois corpos, sendo uma mulher no interior da residência e um homem sob o veículo.

O outro homem, que também apresentava sinais de atropelamento, foi encontrado com vida.

As circunstâncias do crime ainda são apuradas e a residência está sendo periciada pelo Instituto-Geral de Perícias.

Medidas de Proteção

Quem pode pedir medida protetiva?

Qualquer mulher que esteja em situação de violência doméstica. Não é preciso ser casada com o agressor.

O que é considerado violência doméstica?

A Lei Maria da Penha prevê não somente a violência física, mas também:

  • Sexual (forçar relação ou forçar gravidez, por exemplo)
  • Patrimonial (subtrair bens, valores, documentos)
  • Moral (calúnia, difamação ou injúria)
  • Psicológica (ridicularizar, chantagear, ameaçar, humilhar, isolar e impedir contato com amigos e familiares, vigiar, controlar, impedir de trabalhar e/ou de estudar, impedir de usar telefone/redes sociais).

Como posso obter a medida protetiva?

A mulher agredida deve se dirigir à Delegacia de Polícia ou Delegacia da Mulher mais próxima. Se precisar de proteção para si ou para os filhos, pode solicitar as medidas protetivas específicas e a própria Delegacia de Polícia encaminha o pedido ao juiz. Se for agredida em casa, a vítima deve sair do local para evitar que o agressor utilize objetos como faca e arma de fogo.

Onde buscar ajuda

Brigada Militar – Ligue 190

Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.

Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher:

  • Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências);
  • A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Veja aqui a que fica mais próxima.

Delegacia Online

É possível registrar o crime pela Delegacia Online da Mulher (clique aqui), sem ter que ir até a delegacia, e também solicitar medida protetivas de urgência.

Como solicitar a medida protetiva online

  • A vítima deve acessar o site da Delegacia de Polícia Online da Mulher, registrar a ocorrência pela internet e preencher um formulário de avaliação de risco;
  • A mulher pode solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha – como afastamento do agressor da residência, proibição de aproximação, restrição de porte de arma, entre outras;
  • Um filtro de urgência será aplicado ao caso, que será direcionado aos plantões policiais do Estado;
  • A ocorrência e o pedido de medidas protetivas são encaminhados em até 48 horas ao Poder Judiciário, que deve decidir em até outras 48 horas;
  • A vítima receberá confirmação do protocolo, explicação do fluxo e orientação para procurar um local seguro enquanto aguarda a decisão;
  • No caso de concessão da medida, um oficial de Justiça intima o agressor;
  • A Polícia Civil e a Brigada Militar são informadas e passam a fazer monitoramento a distância, aguardando informações do Poder Judiciário ou da própria vítima e familiares em relação ao descumprimento da medida. Também há o monitoramento eletrônico com tornozeleiras – hoje há cerca de 300 agressores monitorados no RS;
  • Se o agressor desobedecer a medida (por exemplo, se aproximar da vítima), pode vir a ser preso em flagrante.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Ministério Público

O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior.

Neste espaço é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse aqui o site.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.

Fonte  : GZH 
Foto : Brigada Militar / Divulgação

(55) 3375-8899, (55) 99118-5145, (55) 99119-9065

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