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Não podeis servir ao povo e a mercado

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20 de abril de 2018

Andam falando por aí que um certo partido está pressionando seu pretenso candidato à presidência da república a acender uma vela ao deus Mamón (mercado financeiro), ao mesmo tempo e que deveria procurar servir ao povo com políticas distributivas. Mas, “ninguém pode servir a dois senhores; ou será leal a um e desprezará o outro”.

Volto ao tema da semana passada para dizer, repetindo, novamente, a Carta aberta do Conselho Federal de Economia – COFECON, para dizer que a crise econômica, iniciado com o desmonte dos investimentos estratégicos, capitaneados principalmente pela Petrobrás, colocam o Brasil como país totalmente subordinado aos interesses próprios de setores como financeiro, rentistas, parte do empresariado, do judiciário e das forças armadas. Estes sacerdotes de Mamón estão por traz dos golpes e do estado de exceção que hoje vivemos. Servindo ao mercado desprezam o povo.

O Cofecon sublinha que o pano de fundo dessas diatribes é composto pelo congelamento dos investimentos públicos em educação, saúde e infraestrutura, dentre outros, por vinte anos; o aviltamento do valor do salário mínimo; a reforma trabalhista entre outras desgraças sociais.

Diante deste cenário, urge que os brasileiros e brasileiras se insurjam contra os setores cujos interesses são eliminar os parcos benefícios sociais conquistados e entregar as riquezas capazes de garantir o desenvolvimento do Brasil e promover bem-estar para seu povo, ainda que para isto seja necessário lançar o País, irresponsavelmente, em uma divisão temperada pelos ódios, a qual sabemos como começa, mas não como terminará.

Sobre a reforma trabalhista, o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), que foi escolhido para comandar o Núcleo do Trabalho da bancada petista disse essa semana que a tarefa mais urgente é alertar o país de que no próximo dia 23 de abril, a MP/808, editada em novembro passado para corrigir alguns absurdos da reforma, perderá a validade. “Há verdadeiras barbaridades no texto aprovado: patrões ficam desobrigados de afastar mulheres grávidas ou lactantes de ambientes insalubres, trabalhadores rurais terão contratos intermitentes e só sindicatos patronais serão financiados”, exemplifica Bohn Gass. Portanto, há luta em todos os lugares e todas passam por Lula e um país livres dos verdadeiros ladrões que hoje se alojaram no Poder Judiciário

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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