Violência continua a cair no RS, na contramão do país - Agora Já -

Violência continua a cair no RS, na contramão do país



Número de assassinatos em território gaúcho é quase três vezes menor do que há quatro anos

Foto: Polícia Civil / Divulgação
9 de dezembro de 2020

As autoridades da segurança pública no Rio Grande do Sul têm motivo para esfregar as mãos de contentes. Todos os indicadores de violência caíram no acumulado deste ano, se comparados com o mesmo período de 2019. Diminuíram os homicídios, os feminicídios, as tentativas de feminicídio (assassinato de mulher). O número de latrocínios (roubo seguido de morte) está estável em relação ao ano passado, mas é o segundo menor desde 2009.

Era até esperado, num ano de redução geral de atividades, em decorrência da pandemia. Mas a redução dos homicídios impressiona, porque não se limita a um período curto. Vem caindo desde 2017, estando hoje em pouco mais da metade do que foi naquele ano. Mesmo com aumento na venda de armas de fogo, um dado curioso. Em Porto Alegre o fenômeno é ainda maior: os assassinatos acumulados de 2020 representam pouco mais de um terço do mesmo período em 2016, a partir do qual as estatísticas desse tipo de crime começaram a declinar.

Tudo indica que grande parte desse sucesso no controle dos crimes violentos se deve ao programa RS Seguro, pelo qual a Secretaria da Segurança Pública aplica os maiores esforços e contingentes policiais nos 23 municípios com maior criminalidade. Via de regra, são também os mais populosos. Some-se a isso o cercamento eletrônico (monitoramento de placas de veículos suspeitos por meio de câmeras) e, de quebra, há também redução nos crimes contra o patrimônio (roubos e furtos em geral).

Enquanto isso, no país, a tendência é que o ano feche com aumento de crimes violentos. No primeiro semestre cresceu 7% em relação ao mesmo período de 2019. É uma ducha gelada no ânimo das autoridades, após dois anos de redução nesse tipo de crime. Mas os números do ano ainda não fecharam. Resta uma esperança de que permaneçam, pelo menos, no nível de 2019.

 

*Fonte: GaúchaZH por Humberto Trezzi


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